Manifestações no Brasil e em 16 cidades no exterior pedem paralisação de Belo Monte



Por; Virgínia Toledo, Rede Brasil Atual

São Paulo - Neste sábado (20), uma mobilização vai levar às ruas de várias cidades do Brasil e do mundo protestos contra a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte. Movimentos sociais e organizações ambientalistas articulam e promovem as manifestações, que ocorrerão em 15 cidades no Brasil e em 20 cidades de outros 16 países para o "Ato em Defesa dos Povos, da Floresta e dos Rios da Amazônia – contra Belo Monte".
Em São Paulo, o grupo espera reunir 4 mil pessoas na avenida Paulista e contará com a presença do cacique Megaron, que falará em nome de todas as populações ameaçadas do Xingu. Em Belém, capital do estado que deve sofrer impactos das obras, a expectativa do Comitê Metropolitano Xingu Vivo para Sempre é que 2 mil pessoas participem do protesto - inclusive representantes de comunidades indígenas do Xingu, afetadas direta ou indiretamente pela obra.
Manifestações no Brasil e em 16 cidades no exterior pedem paralisação de Belo Monte
As mobilizações também têm outros alvos, como a aprovação das mudanças no Código Florestal pela Câmara dos Deputados – a matéria está em discussão atualmente no Senado – e os assassinatos de lideranças agrárias na região Norte.
O representante do Movimento Brasil pela Vida nas Florestas, Marco Antonio Morgado, diz que, mesmo com o início das obras da usina, autorizadas desde junho, o projeto não é considerado um fato consumado. “Queremos trazer a discussão de volta para a pauta, que estava sedimentada. Pelas ações que tramitam na Justiça, acreditamos que ainda é possível revogar o projeto e evitar que essa obra vá adiante."
Na quarta-feira (17), o Ministério Público Federal no Pará pediu a paralisação das obras da usina. A ação questiona os impactos causados por Belo Monte, que incluem a remoção de povos indígenas, e aborda a violação dos direitos da natureza, tema que pela primeira vez será discutido pelo Judiciário brasileiro.
Em abril deste ano, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), entidade ligada à Organização dos Estados Americanos (OEA), solicitou ao governo brasileiro que paralisasse as obras da construção da usina. A instituição questiona os impactos ambientais causados pela obra, principalmente no que se refere à população indígena.

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