Protestos marcam véspera de encontro do G-20 que começa hoje




Os líderes das maiores economias mundiais dão início nesta quinta-feira (3) em Cannes, na França, à tentativa de resolver uma das crises mais profundas do capitalismo. A reunião do G20, o grupo dos países mais desenvolvidos ocorre em um contexto em que União Europeia e Estados Unidos se veem novamente afetados pelo baixo crescimento, um problema iniciado em 2008 e que neste ano ganhou novos contornos.
Se há três anos os bancos estavam no centro do impasse, agora a capacidade dos Estados pagarem suas dívidas soberanas é colocada em questão. É justamente a origem os recursos que socorreram as instituições financeiras e ajudaram a reaquecer a economia que agora concentra as preocupações.
Uma das dúvidas que pairam sobre o encontro, que será concluído nesta sexta (4), diz respeito à possibilidade de se encontrar uma saída conjunta para o problema. Os “remédios” impostos até agora pela União Europeia às nações mais afetadas do bloco têm suscitado revoltas populares e despertado críticas dos países emergentes, como o Brasil. Mesmo em outros países ricos, como os Estados Unidos, protestos como o Ocupe Wall Street mantém o tom da contestação aos efeitos das medidas sobre os 99% da população que não se beneficia do mercado financeiro.
Rede Brasil Atual e Repórter Brasil




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