MAIS DE 1.400 PROFESSORES DO RN TÊM SALÁRIOS CORTADOS EM 22% POR ESTAREM CEDIDOS PARA INSTITUIÇÕES FILANTRÓPICAS

O Governo do Rio Grande do Norte cortou em 22,22% os salários dos professores que foram remanejados para trabalhar em instituições filantrópicas. O valor corresponderia ao reajuste concebido, só que o governo alega que os professores nesta condição, de dar aulas em instituições filantrópicas não têm direito ao benefício.


Segundo dados do Sinte-RN (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública), filiado à CUT (Central Única dos Trabalhadores), 1.456 professores foram prejudicados com a medida e o sindicato já acionou o departamento jurídico para questionar na Justiça o corte salarial.
A coordenadora geral do Sinte, Fátima Cardoso, afirmou que os professores prejudicados estão cedidos a outras instituições que oferecem aulas para pessoas especiais e continuam na ativa em sala de aula. “Fazer educação não é estar em sala de aula nas escolas estaduais, é mais abrangente. Esses professores trabalham em canteiros de obras alfabetizando trabalhadores que não têm tempo de se deslocar para assistir aulas nas escolas e também dão aulas em instituições que atendem a alunos especiais”, disse, se referendo a APAE (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais), Suvag (Sistema Universal Verbotonal de Audição Guberina), Adote (Associação de Orientação aos Deficientes), entre outras.
Para o Sinte, o corte no salário dos professores que estão cedidos a outras instituições vai acabar com as parcerias e convênios com instituições de apoio a pessoas especiais. “A educação vai entrar em colapso porque esses professores vão pedir a remoção de imediato para escolas estaduais. Mas como é que vão ficar essas instituições que precisam de ajuda do governo para prestar um trabalho conjunto com educação? Nenhum professor vai querer trabalhar nelas e ganhar menos do que os outros só porque não estão em sala de aula do Estado”, afirmou a coordenadora do Sinte.
Fátima afirmou ainda que o Sinte vai tentar de forma pacífica um entendimento com o Estado para resolver o problema, mas não está descartada a possibilidade de greve. “Isso é inconstitucional. Como é que os professores receberam o aumento, de acordo com o piso nacional, e agora querem que eles recebam menos? As pessoas trabalham, têm contas a pagar e fazem compras parceladas, muitas vezes, de acordo com o que recebem. Daí de repente o salário é cortado quase pela metade. Isso não existe.”
Informações: UOL Educação

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