Governo não apresenta propostas e greve continua



Em greve há mais de 100 dias, os médicos do estado votaram hoje (14), pela continuidade do movimento. A decisão foi motivada por falta de propostas do governo e o cancelamento de uma audiência prevista para esta tarde entre sindicato e governo.

Iniciada em 28 de abril, a greve dos médicos, além de melhores condições de trabalho, reivindicava um aumento de 7% no salário base e 22% em gratificação para quem está na ativa. Após uma série de reuniões e audiências sem avanços, no último dia 7 de agosto o Sindicato apresentou nova proposta: reajuste salarial de 10%, sendo 5% em setembro e mais 5% em dezembro, ficando a discussão do aumento de gratificação, cobrança de ponto eletrônico e condições de trabalho para serem analisadas por comissão posteriormente.
Nesta mesma audiência o Governo do Estado ficou de avaliar junto à pasta de Planejamento a nova proposta e, em reunião a ser realizada hoje, apresentar o resultado. Entretanto, a reunião foi desmarcada. Como justificativa o secretário de administração, Alber Nóbrega, disse ter recebido a proposta escrita do Sindicato somente na noite de ontem, no entanto o ofício apenas ratificava o que foi amplamente discutido.
Para Geraldo Ferreira, presidente do Sinmed, assembleia entendeu que é um momento crítico, mas também decisivo para os encaminhamentos. Assim, a classe médica continuará nos hospitais mantendo o ânimo acesso, denunciando as condições difíceis de trabalho, denunciando a baixa remuneração dos profissionais, e as escalas incompletas. “Quanto à negociação salarial, a informação que o governo nos deu é que, provavelmente, na próxima terça-feira nos dará uma resposta. Estaremos aguardando, mas até lá a greve continua.”, concluiu. 
Ouça o presidente do Sinmed, Geraldo Ferreira, no Rádio Sinmed.  
 SINMED-RN


OAB/RN convoca imprensa e expõe falta de proposta do Governo do Estado para fim da greve dos médicos
A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional do Rio Grande do Norte, concedeu entrevista coletiva na tarde desta terça-feira (14) para comunicar que não mais intermediará as negociações entre Governo do Estado e Sindicato dos Médicos para o fim da greve dos médicos, que dura mais de 90 dias, por falta de proposta do Governo.

Conforme o secretário geral da OAB/RN, Paulo Coutinho, o próprio Governo do Estado convidou a Seccional Potiguar para intermediar as negociações. Na ocasião, a proposta do Sindicato era um aumento de 7% no salário e 22% em gratificação para quem está na ativa, bem como melhorar as condições de trabalho. “A OAB se propôs a escutar propostas e saber os limites, porém o Estado não apresentou contraproposta e nem números”, ressaltou a presidente da Comissão de Direito à Saúde da OAB/RN, Elisângela Fernandes.

Em reunião realizada na Secretaria de Estado de Administração em 07 de agosto, o Sindicato apresentou nova proposta: reajuste salarial de 10%, sendo 5% em setembro e mais 5% em dezembro, ficando a discussão do aumento de gratificação, cobrança de ponto eletrônico e condições de trabalho para serem analisadas por comissão posteriormente. Conforme o coordenador das negociações, advogado Marcos Guerra, o Governo do Estado ficou de avaliar junto à pasta de Planejamento a nova proposta e, em reunião a ser realizada hoje, apresentar o resultado. Entretanto, a reunião foi desmarcada e não avisaram à OAB. Ainda segundo Marcos Guerra, o mesmo foi até o chefe da Casa Civil para demonstrar o desagrado e fazer um apelo para que o Governo apresente uma proposta escrita a fim de que seja possível negociar e acabar com a greve.

Para Elke Cunha, membro da Comissão Nacional de Direito Sanitário da OAB, não há proposta por parte do Governo. “A saúde pública exige posição do Estado até pelo estado de calamidade decretado”, enfatizou. Segundo Elisângela Fernandes, o retorno que tiveram do secretário de administração, Alber Nóbrega, foi que a reunião foi desmarcada porque só recebeu a proposta escrita do Sindicato na noite de ontem. “O ofício apenas ratificava o que foi amplamente discutido e que teve a OAB/RN como testemunha”, ressaltou Elisângela.

Por fim, Marcos Guerra disse aos jornalistas que a negociação foi interrompida na hora de apresentar propostas. “A OAB permanece parceira para resolver problemas importantes, mas só voltaremos a negociar em outras condições”, finalizou.

Estiveram presentes à coletiva jornalistas da Tribuna do Norte, Diário de Natal, InterTV e TV Ponta Negra. 

Fonte: OAB-RN

Postar um comentário

0 Comentários