Partidos sem essência dominam a política brasileira

Neste momento da vida política nacional os partidos políticos enfrentam forte descrédito por parte da consciência popular. O descrédito advém de dois terrenos: O da falta de consciência política, que afasta as pessoas da vida pública e um mais aberrante que é a falta de ideologia dos partidos, partidos que em sua maioria estão servindo apenas  para registrar candidaturas e ocupar cargos.

PMDB
O intitulado Partido do Movimento Democrático Brasileiro é o maior exemplo de um partido caça-poder. Sem nenhuma identificação ideológica o PMDB faz aliança com qualquer setor da política nacional, é o maior partido em número de cargos, grande registrador de candidaturas, não importa a origem ideológica do candidato, bastando ter chances de ser leito, seus planos de governo se alinham a qualquer um, variando de acordo que a candidatura, além disso ainda tem em seus quadros grandes oligarcas, como o Presidente do Senado José Sarney, que inclusive chegou ao extremo de mudar seu colégio eleitoral do Maranhão para o Amapá para facilitar a reeleição. Serve de base para outras oligarquias, como os Alves do Rio Grande do Norte, de onde deve sair o próximo presidente da câmara, o deputado que exerce o cargo há 42 anos ininterruptos Henrique Alves, um oligarca completo.

Arrendamento de ministérios:

Na briga pelo poder os partidos constituem outra praga da vida política brasileira, a distribuição de ministérios que ficam arrendados a determinados partidos, hoje o Ministério do Trabalho é do PDT, o da  educação arrendado ao PT, o dos Esportes ao PCdoB só pra citar exemplos, quando é necessário trocar o ministro o sucessor será do mesmo partido. Uma coligação se forma para conseguir eleger o Presidente, só ganha quem tem o poder financeira nas mãos, depois de eleito o presidente os partidos da base fazem a distribuição. O mesmo se repete nos âmbitos estaduais e municipais.

Partidos e democracia:

Na definição de Hans Kelsen na obra "A DEMOCRACIA" - "Os partidos políticos agrupam os homens de mesma opinião para lhes garantir influência efetiva sobre  a gestão dos negócios públicos".

Para Kelsen a própria democracia se funda nos partidos. O pensador define que "a organização do povo em partidos políticos  na realidade é uma organização necessária a fim de que os acordos entre interesses opostos possam ser realizados.

E quando os partidos não tem ideologia? Aí predomina o vale-tudo eleitoral, a disputa passa do campo do interesse coletivo, de se por em prática seu programa partidário, sua ideologia, construindo o modelo de sociedade que se almeja, para o campo do interesse particular pelo poder, partidos como o PMDB atuam dessa forma, apenas no interesse de ocupar cargos. O PMDB representa a despolitização da política brasileira. Claro que a referência ao PMDB é representativa, o PMDB é o símbolo do ideologismo decadente na política nacional, recentemente foi criado o PSD que é cópia fiel do pmdebismo.

Manutenção de grupos no poder:

O Sistema Partidário brasileiro é altamente excludente e antidemocrático, isso se revela claramente na propagada partidária e leitoral no rádio e na tv. Com a distribuição desigual do tempo de duração dos programas os partidos que já estão no poder tem mais tempo para convencer o eleitor, enquanto que os partidos menores, na maioria das vezes os únicos com ideologia clara e definida, como PSTU e PCB tem um tempo irrisório.

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