Parlamento russo aprova amnistia que inclui as Pussy Riot

A Câmara Baixa do Parlamento russo aprovou esta quarta-feira uma amnistia que beneficia as ativistas do grupo Pussy Riot e cerca de 30 membros do Greenpeace. Cerca de 25 mil pesoas podem ser abrangidas.
Campanha pela libertação das ativistas foi internacional. Foto de maitea6
A amnistia foi proposta inicialmente pelo presidente Putin para celebrar os 20 anos da Constituição russa; o Parlamento ampliou-a aos acusados por crimes de hooliganismo, que inclui as ativistas da banda Pussy Riot Nadejda Tolokonnikova e Maria Aliokhina.
A amnistia prevê também a libertação de mulheres que têm filhos pequenos, o que abrange igualmente as duas artistas, que têm, respetivamente, uma filha de cinco anos e um filho da mesma idade.
A amnistia deve entrar em vigor ainda esta semana, quando for publicada.
Tolokonnikova e Aliokhina já cumpriram a quase totalidade da pena de dois anos de prisão a que foram condenadas por um tribunal de Moscou por "violência motivada por ódio religioso".
Na semana passada, o Supremo Tribunal russo ordenara a revisão do caso, depois de ter detectado irregularidades suficientes para modificar ou, inclusive, suspender a condenação das duas ativistas.
Greenpeace
Os 30 tripulantes do quebra-gelos da Greenpeace "Arctic Sunrise", que estão em liberdade sob fiança depois de vários meses de prisão preventiva, após a tentativa de acorrentar-se a uma plataforma petrolífera no Ártico russo, também deverão ser amnistiados.
Cerca de 25 mil pessoas preenchem as condições previstas na amnistia, ficando de fora condenados por delitos graves e com penas de prisão superiores a cinco anos.
A decisão, porém, não irá beneficiar os acusados de "organizar desordens públicas", e assim não inclui o líder da Frente de Esquerda, Serguéi Udaltsov, que está sob prisão domiciliária e que poderá ser condenado a 10 anos de prisão.
Udaltsov esteve à frente dos protestos contra o Kremlin quando Vladimir Putin foi reeleito, em maio de 2012, que deram origem a confrontos.

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