A escola unidimensional

A escola unidimensional é aquela que joga com o dado, é até dificultoso chamá-la de escola.

Nela confluem no indivíduo os dois pontos: sociedade-sujeito, um atrelado ao outro. O indivíduo que não estuda é considerado natural, não se faz a devida crítica à sociedade, que neste caso está predominando. E o que se dedica é tido também como natural, mas só o que mais conta, neste caso, é a individualidade do sujeito (Sujeito retraído, menos socializável etc, sem criar biotipo, claro!).

E o outro problema é a própria fraqueza institucional, além desse ponto de partida guia da forma de ver a escola. Não fornece o direito ao aprendizado a que deveria se propor (Para além do direito à educação - acesso à sala de aula) a escola unidimensional tem apenas caráter formalístico, os indivíduos passam por ela é seguem até onde for necessário, é uma derrotada.

E o Brasil não tem uma carreira docente de educação básica, é um quarto de despejo. Os menos educados para serem educadores são, infelizmente, os professores; é por isso que sempre vemos exemplos na TV de professores que revolucionam escolas e salas de aula, pelo fato de ter a condição de educador num local onde só existia unidimensionalidade formalística.

A escola Unidimensional segrega um ou dois bons alunos (superdotados) dos "bagunceiros" ou 'burros" (espécie de determinismo biológico) por incompetência própria. Com a necessidade de ter uma carga horária sempre extensa o professor acaba sendo um prestador de serviço em cima da hora, ora, as coisas somente acontecem quando o professor passa a ser peça integral da escola.

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