A teoria e a doutrina

Os religiosos agora precisam dar provas incessantemente para os ateus ou traduzir o que a ciência diz para os termos da crença. A religião teve que, inevitavelmente, se contorcer à ciência; a punição a Galileu era mero desespero; então, ela aceita, introduz nos seus dogmas. Albert Einstein dizia que não tem por que haver disputa entre ciência e religião, para ele na medida em que a ciência avança a religiosidade se torna mais "limpa", ou seja, desprovida de superstições.

Para Spinoza as escrituras nunca passavam de senso comum de dada época em que foram escritas e que não deviam ser usadas para passar-nos verdade absoluta, o desprendimento ocidental da tirania da doutrina; Spinoza foi excomungado pela sinagoga de Amsterdã, mas não foi à fogueira. E hoje já excomungar, evidentemente, não serve mais; a religião é que tem que aceitar os termos da ciência para não ser excomungada.

A musa dos cientistas de nossa época, Lisa Randall, tem uma forma de expor suas teses dando ensejo à uma abertura constante, não acredita em saber eterno, apenas em modelos testáveis e que devem todos vir a ser ultrapassados. Atua na distinção entre teoria e doutrina feita pelo filósofo francês Edgar Morin, a primeira aceita ser refutada, enquanto que a segunda procura engolir tudo para não ser expurgada do posto da verdade.

Na briga entre ateus e crentes a ciência prova a não existência de deus enquanto, para o ateu, e o milagre prova a sua existência, mas como nenhum lado consegue abafar o outro eles precisam usar as demonstrações. Mas uma coisa é certa, todos temos que aceitar a ciências, mesmo os que dizem não acreditarem na ciência usam meios de comunicação propiciados por ela, evidentemente, quem diz isso o faz com relação à retórica e não às descobertas.

A forma de manifestação religiosa que vai se tornando cada vez mais comum é a livre de pertencimento a entidades religiosas, o sujeito professa sua crença a si mesmo. O Papa católico precisa envolver-se em assuntos políticos por toda a parte de forma retórica, pois, seu poder temporal vai se esgotando e; as seitas evangélicas, essas, precisam adentrar na política para barrarem questões que consideram contra as escrituras por eles interpretadas para tudo.

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