Economia: saúde e consistência


por Humberto Dalsasso - site do Conselho Federal de Economia

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A economia de um país é a base para o desenvolvimento, mas precisa estar associada a outros fatores.

É fundamental que se reconheça a diferença entre “Crescimento” e “Desenvolvimento”. Enquanto o Crescimento é apenas a variação de volume, o Desenvolvimento, como bem definido por Rostow, Walter W., “... é um processo inédito e irreversível de mudança social, através do qual se instaura numa região um mecanismo endógeno de crescimento econômico cumulativo e diferenciado”.

O PIB, que quantifica a riqueza gerada e sua variação (retração, estagnação e crescimento) é um importante indicador, assim como outros, inclusive o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), que é específico e complementar. Tentativas de criar um indicador mais amplo têm sido feitas, como a criação do FIB (Felicidade Interna Bruta), mas ainda está distante de um indicador amplo e abrangente praticado por todos os países.


O FIB abrange os seguintes padrões:

1.Bom padrão econômico de vida;
2.Boa governança;
3.Educação de qualidade;
4.Boa saúde;
5.Vitalidade comunitária;
6.Proteção ambiental;
7.Acesso à cultura;
8.Gestão equilibrada do tempo;
9.Bem-estar psicológico.
 

Diante da complexidade, poucos países contam com estruturas contábeis capazes de captar e organizar, com consistência, os dados-base para compor esses indicadores.

Enquanto esse índice globalizado (abrangente) não é estruturado, prevalece a configuração dos índices isolados, sendo importante que sejam capturados e calculados com critérios fundamentais confiáveis. Quando emergirem distorções entre os índices fundamentais é necessário reavaliar os dados que sustentaram os índices divergentes.

Nos componentes do FIB não seria absurdo adicionar o IC, (Índice de Corrupção) visto que, quando presente, a corrupção afeta não só os cofres públicos como a moral pública e o conforto do cidadão.

Criado o IC (Índice de Corrupção), quando ele se afastar de zero, a sociedade, os agentes e as pessoas são estimuladas a buscar correção, inibindo ou impedindo os corruptos e corruptores, que devem ser punidos severamente, não somente com advertência mas também com bloqueio dos bens e a devolução plena dos valores indevidamente apropriados e, em casos graves, também prisão.

Um país com a cultura de correção e de honestidade oferece mais segurança e boa imagem.

Fácil não é. Mas é possível.

 

 

Humberto Dalsasso – economista, consultor empresarial de Alta Gestão

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