DEZESSEIS PERGUNTAS INCONVENIENTES sobre o caos da saúde pública. As primeiras quatro:


Kleber Nogueira de Campos

Se está mais do que provado, e todos que trabalham no sistema sabem disso, que a excessiva judicialização da saúde faz mais mal do que bem ao sistema, ao impor prioridades para uma minoria (que vai em busca "de seus direitos"), em detrimento da maioria passiva, obrigando o corpo clínico a DESRESPEITAR AS FAMIGERADAS (porém justas) FILAS DE ESPERA para tratamento, por que aumenta a cada dia a interferência do poder judiciário na gestão pública da saúde? Se não há dinheiro sequer para a compra de luvas cirúrgicas, antibióticos, seringas, insumos essenciais e até cartuchos para imprimir prescrições médicas, por que os meritíssimos continuam a ter a pretensão de resolver os males do sistema à base de canetadas?

Por que vários juízes de primeira instância insistem em tomar decisões isoladas absurdas, sem antes inteirarem-se - com as equipes médicas - das condições de trabalho e logísticas dos hospitais para os quais expedem mandados de “CUMPRA-SE” às toneladas? Muitas dessas sentenças, quando cumpridas, estão matando as pessoas preteridas. É preciso que a sociedade saiba disso!

Por que vários juízes de primeira instância insistem em determinar que gestores públicos adquiram medicações caríssimas, não padronizadas pelo SUS e às vezes, sequer aprovadas pela Anvisa (para beneficiar somente uma minoria de pacientes, onerando sobremaneira o sistema), enquanto os gestores sequer vêm tendo condições de oferecer o mínimo e essencial para a grande maioria dos usuários?

Para quê mesmo servem as ouvidorias dos hospitais, se as centenas de milhares de denúncias dos usuários recebidas todos os dias não dão em nada, e mais; se o caos que as motiva, a cada dia, continua o mesmo, ou pior?

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