Arte: mal de rebanho

O momento cultural vivido pela nação é tão ruim que até as polêmicas são inúteis; polemiza-se apenas para ganhar repercussão midiática para que se possa repetir pretensas suposições de impacto comportamental. Os intelectuais da ciência política há muito falam da "privatização" do espaço público no Ocidente, e a esquerda política é quem mais contribui para tal, embora seja a economia que mantenha os governos em popularidade, ela, a economia, acaba sendo tema de especialistas, cada vez mais o público se interessa por opiniões dadas por políticos e opinadores que tenham natureza individual-particular.

A cultura vive momento rebanhesco, apenas se rememora o passado ou se "cria" supostas expressões artísticas que se direcione para algo permanente na boca dos rebanhos. Sem vigor individual a arte se degenera. Uma grande peça teatral, uma canção memorável, os poemas e a literatura nascem do indivíduo. O especialista é um ser incompleto, falando para rebanhos sua incompletude se generaliza.

A raiz da arte é a cultura, a arte mais eruditamente elaborada recuou pelo afastamento nacional do pensamento clássico, o Brasil foi dominado por teorias sociológicas reducionistas, críticas ou desconstruções da sociedade industrial. A arte decorrente daí decorrente é calcada na "desconstrução" de "opressões", todas essas opressões são do indivíduo, mas não são de proteção ao sujeito e sim de uniformização reducionista. Tem o sujeito como um agregado uniforme, diferente da educação clássica, onde o sujeito vai a sociedade por si, independente das reações que a sociedade tome.

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