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sábado, 19 de novembro de 2022

Um poema de Adélia Prado





Li um poeminha de Adélia Prado de forma aleatória num livro aleatório que peguei e manuseei na biblioteca e gostei: Chama-se Amor Feinho.


Amor Feinho – Poema de Adélia Prado


Eu quero amor feinho.

Amor feinho não olha um pro outro.

Uma vez encontrado é igual fé,

não teologa mais.

Duro de forte o amor feinho é magro, doido por sexo

e filhos tem os quantos haja.

Tudo que não fala, faz.

Planta beijo de três cores ao redor da casa

e saudade roxa e branca,

da comum e da dobrada.

Amor feinho é bom porque não fica velho.

Cuida do essencial; o que brilha nos olhos é o que é:

eu sou homem você é mulher.

Amor feinho não tem ilusão,

o que ele tem é esperança:

eu quero um amor feinho.


O poder da biblioteca é este. Os melhores livros que li encontrei "sem querer" nas bibliotecas. Não é bom ler somente o que se gosta. O bom é encontrar, se interessar por um livro desconhecido de um autor desconhecido ou conhecido. Nada como ficar horas numa biblioteca procurando livros. É como dizia Cícero: Se temos uma biblioteca e um jardim temos tudo. As cidades devem ter praças e bibliotecas.


Luiz Rodrigues.

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