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sábado, 22 de fevereiro de 2025

Terras raras: Brasil tem potencial para agregar R$ 243 bilhões ao PIB

Atualmente, o Brasil possui 10% das reservas mundiais de minerais essenciais, como, por exemplo, nióbio, grafite e depósitos significativos de elementos de terras raras e níquel. Apesar disso, o Brasil contribui com apenas 0,09% da produção global.

As terras raras são 17 elementos químicos muito parecidos, mas que diferem no número de elétrons em uma das camadas da eletrosfera do átomo. São agrupadas em uma família na tabela periódica porque ocorrem juntos na natureza e são quimicamente muito parecidos. [Imagem: Peggy Greb/USDA]


De acordo com um novo relatório da Deloitte e da AYA Earth Partners, o Brasil tem potencial ainda inexplorado de terras raras, que poderia agregar receitas de R$ 243 bilhões (US$ 48 bilhões) por ano ao PIB do País nos próximos 25 anos com atividades de extração, processamento e refino desses recursos. A projeção ressalta a oportunidade do mercado brasileiro se posicionar como um líder global na transição energética.


Atualmente, o Brasil possui 10% das reservas mundiais de minerais essenciais, como, por exemplo, nióbio, grafite e depósitos significativos de elementos de terras raras e níquel. Apesar disso, o Brasil contribui com apenas 0,09% da produção global. O relatório enfatiza que avançar ao longo da cadeia de valor por meio do refino de minerais extraídos poderia aumentar significativamente os retornos econômicos e reduzir a dependência do refino estrangeiro, que a China atualmente domina.


O relatório descreve três cenários econômicos principais. Ao focar somente no beneficiamento mineral (processamento de minerais extraídos), o Brasil poderia adicionar R$ 30 bilhões (US$ 6 bilhões) ao seu PIB. A projeção é que isso aconteça até 2030. A expansão para novas minas e o aumento do beneficiamento podem elevar esse valor para R$ 233 bilhões (US$ 46 bilhões) até 2050. Já o refino desses minerais internamente pode elevar o impacto total para R$ 243 bilhões (US$ 48 bilhões).


No entanto, os desafios permanecem, já que apenas 35% do território brasileiro foi mapeado para potencial mineral, e o licenciamento de projetos de mineração pode levar até 16 anos, segundo a publicação, que considera a falta de estruturas regulatórias claras como um fator que dificulta ainda mais o investimento e o desenvolvimento.


Especialistas argumentam que políticas e incentivos simplificados são essenciais para atrair investidores e permitir crescimento sustentável. Globalmente, ainda segundo a publicação, espera-se que a demanda por minerais críticos triplique até 2040, impulsionada por tecnologias de energia limpa, como baterias de veículos elétricos e turbinas eólicas. A China domina o refino devido a políticas de longo prazo, enquanto a matriz de energia limpa do Brasil fornece uma vantagem competitiva. Ela posiciona o país para produzir minerais de baixo carbono de forma eficiente. As descobertas sugerem que, com planejamento estratégico, o Brasil poderia impulsionar sua economia. Além disso, poderia levar a práticas de mineração sustentáveis. Eventos futuros como a COP30 em Belém apresentam uma oportunidade para o Brasil mostrar seu potencial. O país pode se posicionar como um ator-chave na transição global da economia verde.



Fonte: Brasil 61

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