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quinta-feira, 25 de setembro de 2025

Singapura 2025: Carol Santiago vai em busca do tetracampeonato nos 100m livre no Mundial; confira as nove finais

As disputas por medalha do quinto dia de evento acontecerão na manhã desta quinta-feira, 25. Caso a nadadora garanta o ouro, será o quarto título mundial também em Singapura, após ela já ter vencido os 50m livre e os 100m costas S12, além do revezamento 4x50m medley 49 pontos

Carol Santiago- Mundial Paralímpico de Natação - Singapura 2025 - Foto: Wander Roberto/CPB


O Brasil garantiu sua participação em nove finais do Mundial de natação Paralímpica em Singapura após a realização das eliminatórias da noite desta quarta-feira, 24, no horário de Brasília. As disputas por medalha do quinto dia de evento acontecerão na manhã de quinta-feira, 25, quando a pernambucana Carol Santiago buscará o tetracampeonato nos 100m livre S12 (baixa visão). Caso a nadadora garanta o ouro, será o quarto título mundial também em Singapura, após ela já ter vencido os 50m livre e os 100m costas S12, além do revezamento 4x50m medley 49 pontos.
 

O Brasil está na quarta colocação do quadro de medalhas, com 25 conquistas (oito ouros, 11 pratas e seis bronzes). A liderança é da China, com 15 ouros, 4 pratas e quatro bronzes. A seguir, estão Itália (10 ouros, 11 pratas e nove bronzes) e Grã-Bretanha (10 ouros, sete pratas e 10 bronzes).
 

Carol se classificou para a decisão dos 100m livre S12 com 1min02s06, na segunda colocação das classificatórias, cinco centésimos atrás da primeira colocada, a japonesa Ayano Tsujiuchi, com 1min02s01. O Brasil ainda terá a paraense Lucilene Sousa na mesma final, após ela se classificar na terceira posição com a marca de 1min02s66.
 

"A gente aproveitou agora para classificar, para poder vir à tarde e nadar o mais forte possível. Sempre é muito bom ter concorrentes que nadam forte. Isso incentiva a gente a sempre estar melhorando, buscando o melhor tempo sem nunca cair na água para fazer mais ou menos", afirmou Carol, campeã mundial em Londres 2019, Ilha da Madeira 2022 e Manchester 2023.
 

"Vai ser minha última participação em provas individuais e nós duas vamos melhorar nossas marcas", completou Lucilene, que já foi prata nos 100m borboleta e nos 50m livre.
 

Também serão duas brasileiras na final dos 50m livre S4 (comprometimento físico-motor). A fluminense Lídia Cruz passou na segunda colocação, com 40s03, enquanto a mineira Patricia Pereira ficou em terceiro, com 41s47. A classificatória foi liderada pela norte-americana Katie Kubiak (37s78).
 

O carioca Douglas Matera avançou na sétima colocação para as finais dos 100m livre S12 (baixa visão), com 55s52. O primeiro colocado foi o espanhol Ivan Oteizo (54s00), seguido pelo Atleta Paralímpico Neutro Salei Dzmitry (54s24) e pelo ucraniano Veraksa Maksym (54s26).
 

O paulista Gabriel Bandeira avançou na terceira colocação dos 200m medley SM14 (deficiência intelectual), com 2min10s01. O primeiro colocado foi o britânico Rhys Darbey (2min08s09), seguido pelo canadense Nicholas Bennett (2min08s17).
 

Na mesma prova, o Brasil ainda teve os mineiros Arthur Xavier, nono colocado (2min14s36), e João Pedro Brutos, 15º (2min23s33), ambos sem classificação para a decisão.
 

Nos 50m livre S8 (comprometimento físico-motor) o Brasil vai contar com o paulista Gabriel Cristiano, que avançou à final com o quinto tempo, 27s49. O primeiro tempo foi do australiano Callum Simpson (26s54), seguido pelo ucraniano Eduard Horodiany (26s72) e pelo egípcio Halim Mohammad Abd (27s16).
 

A paulista Maiara Barreto obteve o sétimo tempo nos 50m livre S3 (comprometimento físico-motor) e avançou às finais com 1min09s00. A classificatória foi liderada pela norte-americana Leanne Smith com 42s30, seguida pelas espanholas Marta Infante (45s88) e Delia Cervera (46s80).
 

A mineira Laila Suzigan e a catarinense Mayara Petzold já estavam classificadas para as finais dos 100m peito SB5 e 50m livre S6, respectivamente.
 

A última classificação brasileira veio com o catarinense Matheus Rheine, nos 100m livre S11 (cegos). O atleta completou a prova em 1min00s29, na terceira colocação. A liderança foi do tcheco David Kratochvil (57s18), seguido pelo holandês Rogier Dorsman (1min00s11).
 

Mais brasileiros

O mineiro Gabriel Araújo, que já venceu os 100m costas e os 200m livre S2 em Singapura, nadou a prova dos 50m livre S3, disputando ao lado de nadadores com comprometimentos físico-motores menores do que os dele. O nadador encerrou a eliminatória na 15ª posição, com 53s40. A eliminatória foi liderada pelo italiano Gabriele Lorenzo (45s17), com o ucraniano Serhii Palamarchuck em segundo (46s73) e o alemão Josia Toph em terceiro (47s24).
 

O paulista Gabriel Melone nadou os 50m livre S6 (comprometimento físico-motor) em 33s11 e ficou na 11ª classificação, sem vaga na final. A primeira colocação ficou com Antonio Fantin (29s42), seguido pelos colombianos Nelson Crispin Corzo (29s72) e Santiago Leon Prada (29s87).
 

Brasil em Singapura

A delegação do Brasil que disputa o Mundial de Singapura, que vai de 21 a 27 de setembro, conta com 29 nadadores, 16 homens e 13 mulheres, oriundos de sete estados (MG, PA, PE, PR, RJ, SC e SP). São Paulo, com dez convocados, é o estado com o maior número de nadadores.
 

O grupo é formado pelos 24 nadadores que atingiram índices estipulados pelo CPB em três oportunidades: o Circuito Paralímpico – Fase Seletiva e a Primeira Etapa Nacional do Circuito Paralímpico Loterias Caixa, em São Paulo, no Centro de Treinamento Paralímpico; e o World Series de Guadalajara, no México.
 

Outros cinco nadadores foram convocados por terem o Índice Mínimo de Qualificação (MQS, na sigla em inglês) do Mundial e também apresentarem as melhores marcas para formar equipes de revezamentos. No último Mundial da modalidade, Manchester 2023, o país subiu 46 vezes ao pódio, conquistando 16 medalhas de ouro, 11 de prata e 19 de bronze. Os pódios deixaram o Brasil na quarta colocação no quadro de medalhas, atrás de Itália, Ucrânia e China, superando a anfitriã Grã-Bretanha em uma disputa acirrada até a última prova da competição.
 

melhor campanha do Brasil na história dos Mundiais de natação paralímpica foi registrada na Ilha da Madeira, em Portugal, em 2022. O país encerrou a disputa com 53 medalhas, 19 de ouro, 10 de prata e 24 de bronze. Com isso, ficou na terceira colocação do quadro de medalhas do evento, somente atrás de Estados Unidos e Itália.
 

Confira os horários dos brasileiros nas finais desta quinta-feira, 25
6h30 – 100m peito SB5 – Laila Suzigan
7h07 – 50m livre S4 – Lídia Cruz e Patricia Pereira
7h31 – 50m livre S8 – Gabriel Cristiano
7h54 – 100m livre S12 – Carol Santiago e Lucilene Sousa
7h58 – 100m livre S12 – Douglas Matera
8h03 – 50m livre S6 – Mayara Petzold
8h31 – 200m medley SM14 – Gabriel Bandeira
8h37 – 50m livre S3 – Maiara Barreto
9h07 – 100m livre S11 – Matheus Rheine

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