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segunda-feira, 20 de outubro de 2025

Selic alta desafia microempreendedores; veja como driblar o crédito caro

Com a taxa básica mantida em 15% ao ano e cenário de crédito caro se prolongando, especialista alerta para reforço na gestão financeira, digitalização e parcerias como alternativas ao financiamento

Foto: José Cruz/Agência Brasil/Arquivo


Com a Selic mantida em 15% pela 17ª semana consecutiva, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (20), o crédito segue caro e pressiona o caixa de micro e pequenos negócios. O cenário prolonga os desafios para empreendedores que dependem de financiamento e reforça a necessidade de gestão financeira mais estratégica, aponta o advogado Fábio Saraiva, presidente da Confederação Nacional de Jovens Empresários (CONAJE).

O Brasil soma 24,2 milhões de empresas ativas, das quais 93,8% são micro e pequenos empreendedores, segundo dados do Governo Federal. Só entre maio e agosto de 2025, mais de 1,6 milhão de novas empresas foram abertas, mas 942 mil fecharam no mesmo período.

Mas, afinal, o que o microempreendedor pode fazer na prática para enfrentar esse cenário? A seguir, quatro caminhos sugeridos por Saraiva.

  1. Fortaleça a gestão financeira

Controle rigoroso de custos, planejamento de fluxo de caixa e separação das contas pessoais e empresariais ajudam a evitar desorganização e dão clareza sobre a real saúde financeira do negócio.

  1. Negocie prazos e condições

Dialogar com fornecedores e clientes pode gerar prazos maiores de pagamento ou antecipação de recebíveis, o que garante fôlego imediato para o caixa.

  1. Invista em digitalização

Ferramentas simples, de gestão de estoque a meios de pagamento, reduzem custos operacionais e tornam o negócio mais competitivo.

  1. Busque parcerias e redes de apoio

Cooperativas de crédito, fintechs e agências de fomento regionais podem oferecer alternativas de financiamento com taxas menores. Além disso, parcerias entre empreendedores ajudam a compartilhar recursos e reduzir despesas.

“É importante que o empreendedor seja estratégico. Quem se organizar agora terá condições de atravessar esse momento e sair mais competitivo quando os juros começarem a cair”, afirma Saraiva.

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