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sábado, 3 de janeiro de 2026

Brasil condena bombardeios em território venezuelano e alerta para risco à ordem internacional

Marcelo Camargo/Agência Brasil


O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, divulgou uma nota oficial na qual condena de forma contundente os bombardeios realizados em território venezuelano e a captura do presidente do país. Para o governo brasileiro, os atos representam uma grave violação da soberania da Venezuela e configuram um precedente perigoso para a estabilidade internacional.


Na avaliação do presidente, o uso da força em flagrante desrespeito ao direito internacional ameaça os princípios do multilateralismo e contribui para um cenário global marcado pela instabilidade, pela violência e pela prevalência da lei do mais forte. A posição brasileira, segundo a nota, é coerente com a postura histórica do país em relação a conflitos recentes em diferentes regiões do mundo.


O governo também alerta que a ação remete a períodos críticos de interferência política na América Latina e no Caribe, colocando em risco o compromisso regional com a paz. Diante da gravidade do episódio, o Brasil defende uma resposta firme da comunidade internacional, especialmente no âmbito da Organização das Nações Unidas (ONU).


A nota reafirma ainda a disposição do Brasil em atuar pela via do diálogo e da cooperação diplomática, como alternativa à escalada de confrontos e ao enfraquecimento das normas internacionais.


Confira abaixo a íntegra da nota divulgada pela Presidência da República:


Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional.


Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo.


A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões.


A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz.


A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação.


Luiz Inácio Lula da Silva,
presidente da República

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