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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

12 erros fiscais que mais prejudicam empresas e como evitá-los



O sistema tributário brasileiro é reconhecido como um dos mais complexos do mundo. De acordo com dados do Banco Mundial, empresas no Brasil gastam, em média, mais de 1500 horas por ano apenas para cumprir obrigações fiscais, número muito superior à média global. Essa complexidade aumenta significativamente o risco de falhas no cumprimento das exigências legais, especialmente para micro e pequenas empresas.

Levantamento publicado pela GestãoClick mostra que erros fiscais recorrentes continuam sendo uma das principais causas de multas, autuações, perda de certidões negativas e dificuldades financeiras para empresas de todos os portes. 

“Com o sistema tributário brasileiro entre os mais complexos do mundo e a intensificação da fiscalização digital, empresas de todos os portes precisam redobrar a atenção às rotinas fiscais. A educação fiscal, aliada à tecnologia e ao apoio técnico, pode ser a diferença entre crescer com segurança ou enfrentar problemas que comprometem o futuro do negócio”, explica Gleiberson Bessa, COO da GestãoClick.

A seguir, estão os 12 erros fiscais mais comuns que impactam diretamente a saúde financeira dos negócios e como evitá-los, segundo o especialista da GestãoClick.

1) Falta de atualização sobre a legislação tributária

A legislação fiscal brasileira sofre alterações constantes. Empresas que não acompanham mudanças em leis, normas e instruções normativas acabam aplicando regras desatualizadas, o que pode gerar recolhimento incorreto de impostos ou descumprimento de obrigações acessórias. A prevenção passa pelo acompanhamento contínuo das atualizações legais e apoio especializado.

2) Perda de prazos de obrigações fiscais

O atraso ou a não entrega de declarações como SPED, DCTF, EFD e outras obrigações acessórias gera multas automáticas, mesmo quando não há imposto a pagar. A adoção de um calendário fiscal integrado e sistemas de alerta reduz significativamente esse risco.

3) Erros no cálculo de impostos

Falhas na apuração de tributos como ICMS, ISS, PIS e COFINS podem resultar tanto em pagamento a maior quanto em débitos não identificados, que se acumulam com juros e multas. Automatizar o cálculo e revisar periodicamente as apurações são práticas fundamentais.

4) Classificação fiscal incorreta

O uso incorreto de códigos como NCM CNAE impacta diretamente a tributação dos produtos e serviços. Uma classificação inadequada pode levar à cobrança errada de impostos e a autuações fiscais. A revisão periódica do cadastro fiscal evita esse tipo de inconsistência.

5) Uso inadequado de créditos tributários

Muitas empresas deixam de aproveitar créditos tributários por desconhecimento ou, em outros casos, utilizam créditos de forma indevida. Ambas as situações geram prejuízos financeiros ou riscos fiscais. Um controle rigoroso e orientação contábil são essenciais para evitar esse erro.

6) Erros no envio do SPED

Inconsistências entre dados internos e informações enviadas ao Sistema Público de Escrituração Digital são facilmente identificadas pelo Fisco. Divergências cadastrais, valores incorretos ou informações incompletas aumentam o risco de fiscalizações e autuações.

7) Descumprimento de obrigações trabalhistas e previdenciárias

Falhas no envio de informações ao eSocial e à EFD-Reinf geram alertas automáticos e multas. A integração entre os setores de RH, financeiro e fiscal é essencial para garantir a consistência dos dados enviados.

8) Escolha inadequada do regime tributário

Optar por um regime tributário incompatível com o perfil da empresa pode aumentar significativamente a carga tributária. A falta de análise periódica sobre o Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real é um erro que compromete a competitividade do negócio.

9) Ausência de planejamento tributário

Empresas que não realizam planejamento tributário deixam de identificar oportunidades legais de economia fiscal. A falta de estratégia resulta em pagamento desnecessário de impostos e menor previsibilidade financeira.

10) Falta de integração entre áreas internas

A desconexão entre os setores financeiro, contábil e fiscal gera informações divergentes e aumenta a chance de erros nas declarações. A integração de dados e processos é um fator decisivo para a conformidade fiscal.

11) Dependência excessiva de processos manuais

Processos manuais elevam o risco de falhas humanas, retrabalho e atrasos. O uso de sistemas de gestão fiscal e contábil contribui para maior precisão, agilidade e segurança no cumprimento das obrigações.

12) Ignorar notificações e pendências do Fisco

Empresas que não acompanham comunicados nos portais oficiais, como o e-CAC, correm o risco de perder prazos de defesa ou regularização. Ignorar essas notificações pode resultar em multas maiores, bloqueio de certidões e restrições operacionais.

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