O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgou dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua que revelam o rendimento nominal mensal domiciliar per capita da população residente nos estados brasileiros. No Nordeste, o Rio Grande do Norte aparece com a maior renda média da região, alcançando R$ 1.819 por pessoa.
O resultado coloca o estado potiguar à frente de unidades federativas tradicionalmente mais populosas da região, como:
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Pernambuco – R$ 1.600
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Bahia – R$ 1.465
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Ceará – R$ 1.390
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Paraíba – R$ 1.543
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Alagoas – R$ 1.422
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Sergipe – R$ 1.697
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Piauí – R$ 1.546
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Maranhão – R$ 1.219
O desempenho do RN indica um patamar acima da média regional, embora ainda abaixo da média nacional.
Média do Brasil e comparação nacional
A média do rendimento domiciliar per capita no Brasil é de R$ 2.316. O valor evidencia a forte desigualdade regional do país, com concentração de renda maior nas regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul.
Maior renda do Brasil
O maior rendimento médio do país é registrado no Distrito Federal, com R$ 4.538 — praticamente o dobro da média nacional. O resultado é influenciado pela forte presença do funcionalismo público federal e por salários médios mais elevados.
Na sequência aparecem estados das regiões Sul e Sudeste:
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São Paulo – R$ 2.956
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Santa Catarina – R$ 2.809
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Rio Grande do Sul – R$ 2.839
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Paraná – R$ 2.762
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Rio de Janeiro – R$ 2.794
Menor renda do Brasil
Na outra ponta, o menor rendimento médio domiciliar per capita do país é o do Maranhão, com R$ 1.219, refletindo os desafios históricos de desenvolvimento socioeconômico no estado.
Outros estados com rendimentos mais baixos concentram-se nas regiões Norte e Nordeste, como:
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Acre – R$ 1.392
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Pará – R$ 1.420
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Amazonas – R$ 1.484
Desigualdade regional permanece elevada
Os dados reforçam um quadro persistente de desigualdade regional no Brasil. Enquanto o Distrito Federal apresenta rendimento per capita superior a R$ 4,5 mil, estados do Norte e Nordeste ainda registram médias próximas ou inferiores a R$ 1,5 mil.
No contexto nordestino, o desempenho do Rio Grande do Norte se destaca positivamente, mas o desafio regional permanece: a média nacional ainda está cerca de R$ 500 acima do rendimento potiguar.
A pesquisa do IBGE serve como importante termômetro das condições de vida da população e orienta políticas públicas voltadas à redução das desigualdades e promoção do desenvolvimento regional.



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