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terça-feira, 24 de março de 2026

Ciclo menstrual e celulite: o que os hormônios têm a ver com a aparência da pele

Alterações hormonais ao longo do mês podem influenciar retenção, textura da pele e até a percepção da celulite, explica dermatologista



A relação entre hormônios e pele vai muito além da acne ou da oleosidade. Ao longo do ciclo menstrual, o corpo feminino passa por variações hormonais que também podem influenciar a aparência da celulite, algo que muitas mulheres percebem, mas nem sempre conseguem explicar.


Em diferentes fases do ciclo, é comum notar mudanças na textura da pele, na retenção de líquidos e até na forma como o corpo reage a estímulos externos. Essas alterações podem fazer com que a celulite pareça mais ou menos evidente em determinados períodos do mês, sem que haja necessariamente uma mudança estrutural permanente.


Segundo a dermatologista da clínica Alpha View Star, Denise Ozores (CRM-SP 101677), essas variações estão diretamente ligadas aos níveis de estrogênio e progesterona. “Ao longo do ciclo menstrual, o corpo passa por flutuações hormonais que impactam a circulação, a retenção de líquidos e a elasticidade da pele. Isso pode influenciar temporariamente a aparência da celulite”, explica.


Na fase pré-menstrual, por exemplo, a retenção de líquidos tende a aumentar, o que pode deixar a pele com aspecto mais irregular. “Muitas mulheres relatam que a celulite parece mais evidente nesse período. Isso acontece porque o inchaço altera a forma como a pele e o tecido subcutâneo se apresentam”, afirma a médica.


Já em outras fases do ciclo, quando há menor retenção e melhor equilíbrio hormonal, a pele pode parecer mais uniforme. “Essas mudanças não significam que a celulite surgiu ou desapareceu, mas sim que a percepção visual dela pode variar de acordo com o momento hormonal”, diz.


De acordo com Denise Ozores, entender essa dinâmica ajuda a reduzir frustrações com tratamentos e produtos. “Muitas vezes a paciente acha que um produto deixou de funcionar, quando na verdade o corpo está em uma fase diferente do ciclo. A pele não é estática e responde ao que acontece internamente”, explica.


Esse entendimento também muda a forma como o cuidado com o corpo é percebido. Em vez de buscar resultados imediatos e constantes, cresce a tendência de observar padrões e adaptar hábitos ao funcionamento do organismo.


“A celulite é multifatorial e envolve fatores estruturais, hormonais e comportamentais. Quando a mulher entende o próprio corpo, ela passa a ter uma leitura mais realista dessas variações e consegue cuidar da pele de forma mais estratégica”, finaliza.


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