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sexta-feira, 20 de março de 2026

Selic a 14,75% e diesel em alta: Limita reação da economia e mantém crédito pressionado

"O reajuste do diesel eleva custos logísticos, pressiona a inflação e reduz o espaço para cortes mais rápidos de juros, exigindo maior cautela do Banco Central", Sidney Lima, Analista da Ouro Preto Investimentos.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil


       “O impasse em torno do ICMS do diesel adiciona incerteza fiscal num momento sensível, o que tende a elevar prêmios de risco e encarecer o crédito. O diesel é um insumo transversal da economia, e choques persistentes pressionam custos, contaminam serviços e dificultam a convergência da inflação. Com juros elevados, o crédito doméstico fica mais restrito, aumentando a dependência de capital externo e a exposição a choques globais. Nesse cenário, o investidor deve ser mais seletivo, priorizando estruturas de crédito sólidas, emissores resilientes e spreads compatíveis com o risco macroeconômico”, Peterson Rizzo, Gerente de R.I da Multiplike.

       “O atual cenário reforça uma mudança importante na dinâmica do mercado de crédito. Com juros ainda elevados e maior percepção de risco, empresas passam a buscar soluções mais estruturadas para financiar suas operações. A pressão de custos, especialmente com logística e energia, exige capital mais eficiente e previsível. Nesse contexto, o crédito estruturado ganha protagonismo ao conectar empresas que precisam de liquidez com investidores que buscam retornos ajustados ao risco, criando um ambiente mais equilibrado mesmo em ciclos mais desafiadores”, Gustavo Assis, CEO da Asset Bank.

       "O cenário atual, com Selic ainda em 14,75%, pressão do diesel sobre custos e um ambiente externo mais restritivo, reforça a importância da educação financeira na tomada de decisão. Em momentos como esse, o investidor precisa entender como juros, inflação e câmbio se conectam, e como isso impacta seus investimentos e sua renda no dia a dia. Mais do que reagir a curto prazo, o foco deve estar na construção de conhecimento para interpretar ciclos econômicos e posicionar melhor o capital, com visão de longo prazo e maior previsibilidade”, Fabio Louzada, CEO da B7 Business School. 

 

       “O avanço das incertezas no cenário fiscal, somado ao impasse entre governadores, tende a manter o risco país pressionado, o que se traduz diretamente em custo de capital mais elevado. Mesmo com a Selic em 14,75% após o corte recente, os juros futuros seguem estressados, refletindo essa percepção de risco. Quando o mercado exige mais prêmio, o crédito tradicional se torna mais restrito, o que abre espaço para estruturas mais sofisticadas, especialmente em operações de crédito estressado e reorganização de passivos. Nesse ambiente, a eficiência na alocação de capital passa a ser determinante para a sobrevivência das empresas”, André Matos, CEO da MA7 Negócios.

       “O cenário atual exige das empresas uma gestão financeira mais sofisticada. O aumento do custo logístico, impulsionado pelo diesel, combinado a juros ainda elevados, pressiona margens e exige soluções que tragam eficiência operacional e previsibilidade de caixa. Nesse contexto, estruturas de crédito mais flexíveis e integradas à realidade das empresas ganham relevância, permitindo que negócios continuem crescendo mesmo em um ambiente macroeconômico mais desafiador”, Gabriel Padula, CEO do Grupo Everblue.

       “A combinação de incerteza fiscal, juros elevados e pressão de custos, como o diesel impactando a logística, reforça a necessidade de planejamento patrimonial mais estratégico. Mesmo com a Selic ainda em patamar elevado, existem oportunidades para estruturar ativos que gerem renda recorrente e protejam contra a volatilidade. O investidor que entende esse ciclo consegue transformar um cenário mais desafiador em ganho de eficiência e previsibilidade no longo prazo, especialmente em ativos reais como o mercado imobiliário”, Pedro Ros, CEO da Referência Capital.


       “O cenário atual combina juros ainda elevados no Brasil, com a Selic em 14,75%, e um ambiente externo mais pressionado, com o Fed mantendo taxas entre 3,50% e 3,75% e o petróleo em alta. Isso naturalmente ajusta a dinâmica de alocação de capital, mas também abre espaço para investidores mais estratégicos capturarem oportunidades em empresas com modelos mais eficientes e escaláveis. Mesmo com a pressão de custos, como o impacto do diesel na logística, o que se observa é uma migração para negócios com maior capacidade de adaptação e geração de valor. Para o ecossistema de startups, esse tipo de cenário tende a elevar a qualidade dos investimentos e fortalecer empresas que já nascem com foco em eficiência e crescimento sustentável”, Antonio Patrus, Diretor da Bossa Invest. 


       “Mesmo com o início do ciclo de corte, a Selic em 14,75% ainda impõe um custo relevante para a economia. A combinação de ruído fiscal e pressão externa, especialmente com o petróleo em alta, limita a velocidade dessa queda. No mercado de capitais, isso se traduz em maior exigência de retorno e estruturas mais robustas para viabilizar operações. Instrumentos como FIDCs ganham relevância justamente por oferecerem alternativas de financiamento com melhor equilíbrio entre risco e retorno, principalmente em um ambiente de crédito bancário mais seletivo”, Edgar Araújo, CEO da Azumi Investimentos.

       “O impasse fiscal, incluindo a rejeição dos governadores a isenções tributárias sobre diesel, reflete a dificuldade de alinhamento federativo e eleva incertezas sobre receitas públicas. Isso tende a pressionar custos e agravar pressões inflacionárias setoriais. Em um cenário de juros altos e condições financeiras globais apertadas, o investidor precisa focar em resiliência priorizando ativos com fluxos de caixa fortes, diversificação e proteção cambial, acompanhando de perto os sinais fiscais e monetários que podem reprecificar risco rapidamente”, Sidney Lima, Analista da Ouro Preto Investimentos.


       “O ambiente atual combina três vetores relevantes: juros ainda elevados no Brasil, Fed mantendo taxas entre 3,50% e 3,75% e a alta do petróleo pressionando expectativas de inflação. Isso cria um cenário de maior seletividade para investidores. Ainda assim, momentos como esse tendem a reorganizar o fluxo de capital, direcionando recursos para empresas mais eficientes e modelos de negócio resilientes. Para o ecossistema de inovação, o impacto não é de retração estrutural, mas de maior disciplina na alocação e foco em geração de valor real”, João Kepler, CEO da Equity Group.

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