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segunda-feira, 6 de abril de 2026

Endometriose atinge 36 mil mulheres e segue subdiagnosticada, aponta estudo

Levantamento da iHealth Clinical Insights mostra que dor é o sintoma mais recorrente e que condição atinge principalmente mulheres entre 40 e 59 anos



São Paulo, abril de 2026 —Um levantamento da iHealth Insights dimensiona o impacto da endometriose na saúde das mulheres brasileiras. A análise, baseada em uma base de mais de 3 milhões de pacientes atendidos em 44 instituições de saúde em todo o país, aponta que ao menos 36.527 mulheres apresentam diagnóstico, histórico ou investigação da condição, o equivalente a 1,32% do total de pacientes do sexo feminino acompanhadas.


A condição, caracterizada pela presença de tecido semelhante ao endométrio fora do útero, está frequentemente associada a sintomas que afetam diretamente a qualidade de vida. Entre os registros analisados, a dor aparece como o principal relato clínico, presente em 57% dos casos. Outros sintomas recorrentes incluem sangramentos (22%), cefaleia (14%), náuseas (13%) e alterações gastrointestinais, como diarreia (10%) e vômitos (9%).Segundo a análise, a maior concentração de casos nas instituições está entre mulheres de 40 a 59 anos, que representam 54,2% dos registros. Em seguida, estão as pacientes entre 18 e 39 anos (35,1%). Embora menos frequente, a condição também aparece em faixas etárias mais jovens e mais avançadas, o que reforça a necessidade de atenção contínua aos sinais ao longo da vida.


Outro ponto de atenção está na associação com outras condições de saúde. Entre as mulheres  com  endometriose,  19%  também  apresentam  hipertensão  arterial,  18%  têm adenomiose e 12% relatam ansiedade. Doenças como diabetes (8%), hipotireoidismo (6%), anemia (6%), obesidade (5%) e depressão (4%) também aparecem nos registros, indicando um cenário de saúde que vai além do diagnóstico ginecológico.


A análise também mostra que o acesso ao cuidado ocorre de forma distribuída entre diferentes modelos de atendimento que compõem a rede: 50% das pacientes estão em instituições que atendem   tanto   pelo sistema público   quanto   privado, 34%  em   redes privadas e 16% exclusivamente no sistema público.


Com cerca de 1.800 mulheres com registros de atendimento relacionados à condição entre 2023 e 2025, os dados reforçam que a endometriose segue sendo um desafio relevante   para   o   sistema   de   saúde,   tanto   pelo   volume   de   casos   quanto   pela complexidade do diagnóstico e acompanhamento.


Para Karlyse C. Belli, Diretora de Dados da iHealth, a leitura dos dados reforça um ponto crítico no  cuidado  com  a  saúde da   mulher. “A  endometriose  ainda  é  uma condição subdiagnosticada,   muitas   vezes   normalizada   dentro   da   rotina   feminina.   Quando analisamos dados clínicos em escala, conseguimos enxergar padrões que mostram não apenas a prevalência, mas também a sobreposição com outras condições e o impacto real na jornada dessas pacientes. Isso reforça a importância de um olhar mais integrado e baseado em dados para apoiar o diagnóstico e o acompanhamento”, afirma.


No   contexto   do   Março   Amarelo,   especialistas   reforçam   a   importância   de   ampliar   o conhecimento   sobre   a   doença,   reduzir   o   tempo   até   o   diagnóstico   e   incentivar   que mulheres procurem avaliação   médica   diante de sintomas   persistentes.   Muitas vezes silenciosa ou normalizada, a endometriose pode impactar não apenas a saúde física, mas também aspectos emocionais, sociais e profissionais da vida das pacientes.




Sobre iHealthA 

iHealth atua na transformação de dados clínicos em inteligência aplicada à saúde. A empresa utiliza inteligência arti?cial para processar grandes volumes de informações assistenciais, estruturando dados e gerando relatórios que apoiam hospitais, indústria farmacêutica e centros de pesquisa em ações estratégicas relacionadas à gestão do cuidado, geração de evidências, identi?cação de per?s clínicos e desenvolvimento de soluções analíticas para o setor.


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