Cerca de 900 moradores de municípios de Minas Gerais receberam atendimentos na 4ª edição do projeto
Levar mais saúde e qualidade de vida para quem vive em regiões afastadas e vivenciar, na prática, o verdadeiro sentido da Medicina. Com esse propósito, duas estudantes de Medicina da Universidade Potiguar (UnP), integrante da Inspirali, ecossistema que atua na gestão de 15 escolas médicas em diversas regiões do Brasil, representaram o Rio Grande do Norte na 4ª edição da Missão Jequitinhonha, realizada nesta segunda quinzena de abril. A iniciativa aconteceu nos municípios de Chapada do Norte e José Gonçalves de Minas, em Minas Gerais.
Durante a expedição, a vivência em campo marcou a trajetória das estudantes. Para a aluna do 11º período de Medicina, Vitória Oliveira, de 26 anos, que participou pela primeira vez, a experiência trouxe uma nova perspectiva sobre a profissão.
“Estar em uma realidade com limitações de recursos e acesso à saúde me fez enxergar a Medicina de forma muito mais humana e essencial”, afirma. Ao longo da missão, ela atuou em atendimentos clínicos, ações educativas em escolas e visitas domiciliares em áreas de difícil acesso. “Mais do que procedimentos, o que levamos foi atenção e respeito. Em troca recebemos histórias de vida e uma grande lição de simplicidade”, completa.
A experiência também impactou Mariana Freitas, estudante do 9º período, de 22 anos, mesmo já tendo participado de outra. “Volto com um olhar mais sensível e com a certeza de que a Medicina também exige empatia e escuta”, relata.
A Missão Jequitinhonha, realizada através do projeto Travessia Humanitária, contou ao todo com 38 alunos, cinco professores e um egresso, representando as escolas Faseh, UNIFACS, Anhembi Morumbi, São Judas, UniBH, UniSul, UNIFG, UnP e Ages. Os atendimentos serviços foram ofertados, em parceria com o SUS, nas comunidades, em UBS e escolas. No decorrer da ação, a população local pode contar com consultas em Pediatria, Medicina da Família e Comunidade, Medicina intervencionista da dor e Cirurgia.
As interações envolvem a análise das condições de vida da população local, identificando riscos, vulnerabilidades e potencialidades, com o objetivo de promover intervenções mais assertivas e contínuas nas necessidades de saúde da região.
Para Fabiana Spricigo, gerente da Travessia Humanitária da Inspirali, expedições como esta proporcionam aos alunos aprendizados relevantes. “Eles aprendem o desenvolvimento da prática clínica com recursos limitados, a valorizarem a anamnese e o exame físico, o aprimoramento do trabalho interprofissional e da atuação colaborativa em equipe. Também desenvolvem suas competências pessoais como adaptação a contextos adversos, resolução de problemas em campo e fortalecimento do compromisso social com a equidade em saúde”, explica.


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