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| Apesar da alta no desemprego, nível da ocupação continua elevado - Foto: José Cruz/Agência Brasil |
A taxa de desocupação no Brasil voltou a crescer e atingiu 5,8% no trimestre encerrado em abril de 2026, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da PNAD Contínua Mensal. O percentual representa 6,3 milhões de brasileiros em busca de trabalho sem conseguir uma ocupação.
Na comparação com o trimestre encerrado em janeiro, houve aumento de 471 mil pessoas desocupadas no país. Apesar da alta do desemprego, o IBGE destacou que indicadores como subutilização da força de trabalho e desalento permaneceram estáveis, enquanto a informalidade apresentou leve recuo.
A população ocupada foi estimada em 102,3 milhões de pessoas, registrando queda de 0,3% em relação ao trimestre anterior, o que corresponde a menos 338 mil trabalhadores. Em comparação ao mesmo período de 2025, no entanto, houve crescimento de 1,1%, com acréscimo de 1,07 milhão de ocupados.
O nível da ocupação — indicador que mede o percentual de pessoas trabalhando em relação à população em idade ativa — ficou em 58,4%, abaixo dos 58,7% registrados no trimestre encerrado em janeiro.
Entre os setores econômicos, apenas o grupamento “Outros serviços” apresentou redução significativa de vagas, com perda de 162 mil postos de trabalho. Nos demais setores houve estabilidade.
Os dados também mostram estabilidade nas diferentes formas de ocupação. O país contabilizou 39,3 milhões de empregados com carteira assinada no setor privado, excluindo trabalhadores domésticos, além de 13,3 milhões sem carteira assinada. No trabalho doméstico, 1,3 milhão possuía carteira assinada e 4,1 milhões atuavam sem formalização.
O número de trabalhadores por conta própria chegou a 26 milhões, enquanto os empregadores somaram 4,2 milhões. Já os empregados do setor público foram estimados em 12,9 milhões.
Subutilização permanece em 13,8%
A taxa composta de subutilização da força de trabalho permaneceu em 13,8%, o equivalente a 15,7 milhões de pessoas. O indicador reúne desempregados, subocupados por insuficiência de horas trabalhadas e pessoas na força de trabalho potencial.
Apesar da estabilidade no trimestre, o cenário mostra melhora em relação ao mesmo período de 2025, quando a taxa era de 15,4%. Em números absolutos, houve redução de cerca de 2 milhões de pessoas subutilizadas em um ano.
A população desalentada — formada por pessoas que desistiram de procurar emprego — também permaneceu estável em 2,6 milhões. Na comparação anual, entretanto, o contingente caiu 15,3%, o que representa 464 mil pessoas a menos nessa condição.
O percentual de desalentados ficou em 2,3% da população, mantendo estabilidade frente ao trimestre anterior e apresentando queda de 0,4 ponto percentual em relação ao ano passado.
Informalidade recua
A taxa de informalidade caiu de 37,5% no trimestre encerrado em janeiro para 37,2% no trimestre encerrado em abril. Em números absolutos, o contingente de trabalhadores informais passou de 38,5 milhões para 38,1 milhões.
Na comparação com o mesmo período de 2025, quando a informalidade era de 38%, o país também registrou melhora.
Outro indicador que apresentou redução foi o número de trabalhadores subocupados por insuficiência de horas trabalhadas, estimado em 4,2 milhões de pessoas. Houve queda de 5,5% no trimestre e de 7,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Rendimento médio chega a R$ 3.732
O rendimento real habitual de todos os trabalhos foi estimado em R$ 3.732 no trimestre encerrado em abril, mantendo-se em patamar elevado no mercado de trabalho brasileiro.
Os dados da PNAD Contínua mostram um mercado de trabalho ainda marcado pela estabilidade em diversos indicadores, mas com sinais de desaceleração na geração de vagas e crescimento recente da desocupação.




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