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sexta-feira, 22 de maio de 2026

Para Cada Estrela, um Gol e Um Poema: O Gol de Amarildo

Nesta Coluna a poeta Constância Uchôa transforma em poesia um gol de uma final de Copa em que o Brasil foi Campeão

Divulgação/CBF


Depois que estrearam juntos na Copa do Mundo de 1958, na Suécia, contra a União Soviética, Pelé e Garrincha jamais perderam uma partida atuando lado a lado pela seleção brasileira. Quatro anos depois, na Copa do Chile, o Brasil conquistaria o bicampeonato mundial consecutivo, tornando-se, ao lado da Itália, as duas únicas seleções a alcançar esse feito.


Durante a competição, porém, Pelé sofreu uma lesão e ficou fora da maior parte dos jogos. O protagonismo acabou recaindo sobre Garrincha, que brilhou intensamente ao longo do torneio. Coube também a Amarildo a difícil missão de substituir o Rei — e ele respondeu à altura, marcando um dos gols mais emblemáticos da final da Copa do Chile contra a Tchecoslováquia.


O lance escolhido pela poeta Constância Uchôa, na série “Para cada estrela, um gol e um poema”, foi justamente o gol de Amarildo, que empatou a decisão antes da vitória brasileira por 3 a 1 sobre os tchecos.



POSSESSÃO


Por Constância Uchôa


Em sessenta e dois, a grande data:

Amarildo ocupava o lugar

de Pelé, lesionado sem jogar,

na final, lá no Chile, o gol que empata.


Um a zero pros tchecos se constata.

Mas Zagalo, pela esquerda, foi cruzar,

o goleiro deslocado pra agarrar,

Amarildo mostrou como se mata.


A autoestima do time se refez,

e o “possesso”mostrou que foi a vez

de poder fazer mais do que se é.


Afinal, não é fácil estar em campo.

Imagine aí quando o seu trampo

é jogar no lugar do rei Pelé.

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