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| Agropecuária, Extrativa mineral e Outras atividades de serviços foram as atividades que mais contribuíram para o crescimento de 1,1% do PIB no 1º trimestre - Foto: Abiove |
A economia brasileira começou 2026 em ritmo de crescimento. O Produto Interno Bruto (PIB) do país avançou 1,1% no primeiro trimestre deste ano em comparação com o quarto trimestre de 2025, totalizando R$ 3,3 trilhões. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais.
O resultado positivo foi impulsionado pelos três grandes setores da economia: Agropecuária (2,0%), Indústria (1,0%) e Serviços (0,5%). Na comparação com o mesmo período do ano passado, o crescimento foi de 1,8%. Já no acumulado dos últimos quatro trimestres, o PIB brasileiro registrou expansão de 2,0%.
Em valores correntes, o Valor Adicionado a preços básicos alcançou R$ 2,8 trilhões, enquanto os Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios somaram R$ 461,2 bilhões.
Indústria tem avanço puxado por mineração e construção
No setor industrial, que representa cerca de 23% do valor adicionado da economia brasileira, o destaque ficou para a Indústria Extrativa Mineral, que cresceu 3,6%, impulsionada principalmente pela extração de petróleo e gás natural.
A Construção Civil também apresentou desempenho positivo, com alta de 2,9%. Já a Indústria de Transformação ficou praticamente estável, registrando leve crescimento de 0,1%.
Por outro lado, houve retração de 0,3% na atividade de eletricidade, gás, água, esgoto e gestão de resíduos.
Na comparação com o primeiro trimestre de 2025, a Indústria Extrativa teve crescimento expressivo de 13,1%. A Construção avançou 1,3%, enquanto a Transformação recuou 0,9%, pressionada pela queda na fabricação de máquinas e equipamentos (-9,4%) e pela impressão e reprodução de gravações (-10,2%).
Serviços mantêm liderança na economia
O setor de Serviços, responsável por aproximadamente 70% da economia nacional, também apresentou expansão no trimestre.
Os maiores avanços ocorreram em Informação e Comunicação (2,4%), Atividades Imobiliárias (1,2%), Outras Atividades de Serviços (0,8%) e Comércio (0,6%).
Também cresceram Administração Pública, Saúde e Educação (0,4%). Em contrapartida, Transporte, armazenagem e correio tiveram queda de 0,7%, enquanto as atividades financeiras recuaram 0,6%.
Na comparação anual, todos os segmentos de serviços apresentaram crescimento. O maior destaque foi Informação e Comunicação, com alta de 7,6%.
Agropecuária cresce com safra recorde de soja
O desempenho da Agropecuária foi favorecido pelas condições climáticas favoráveis e pela ampliação da área plantada de soja. Segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA/IBGE), a produção da oleaginosa deve crescer 4,8% em 2026, alcançando recorde histórico.
Outras culturas importantes, entretanto, registraram retração, como o milho (-2,5%) e o arroz (-10,6%), tanto em produção quanto em produtividade.
Consumo das famílias e investimentos
Pelo lado da demanda, a Despesa de Consumo das Famílias avançou 1,0% em relação ao trimestre anterior e 1,7% na comparação anual. O Consumo do Governo cresceu 0,4% no trimestre e 2,8% frente ao mesmo período de 2025.
A Formação Bruta de Capital Fixo, indicador que mede os investimentos da economia, apresentou alta de 3,5% na comparação trimestral. Porém, em relação ao primeiro trimestre do ano passado, houve queda de 1,4%, influenciada pela retração de 6,3% na produção de bens de capital.
Exportações caem no trimestre, mas avançam no acumulado anual
No setor externo, as Exportações de Bens e Serviços recuaram 1,7% em relação ao último trimestre de 2025, enquanto as Importações cresceram 4,4%.
Já na comparação com o primeiro trimestre do ano anterior, as exportações avançaram 7,4%, impulsionadas principalmente pela extração de petróleo e gás natural, produtos alimentícios e equipamentos de transporte.
As importações cresceram 1,2%, puxadas sobretudo por veículos automotores, derivados de petróleo e produtos farmacêuticos.



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