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quinta-feira, 21 de maio de 2026

Por que o Brasil ainda alaga em 2026 e o que podemos aprender com os Estados Unidos

Marcus Mendes


As fortes chuvas registradas recentemente em estados como Pernambuco e Paraíba voltaram a expor a vulnerabilidade de diversas regiões brasileiras diante de eventos climáticos extremos. Além dos impactos imediatos, episódios como esses evidenciam problemas estruturais relacionados ao planejamento urbano e à infraestrutura de drenagem.


Dados do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o aumento da frequência de chuvas intensas tem ampliado a ocorrência de deslizamentos, alagamentos e outros desastres naturais, afetando principalmente populações que vivem em áreas de risco.


Do ponto de vista técnico, especialistas apontam que um dos principais gargalos está na deficiência de sistemas de drenagem e contenção de solo. Enquanto o Brasil ainda enfrenta desafios na execução e manutenção dessas estruturas, países como os Estados Unidos adotam padrões mais rígidos de gestão de águas pluviais, com foco em prevenção, engenharia do solo e controle de erosão desde a fase de projeto.


Para Marcus Vinicius Rodrigues Mendes, que atua na construção civil e tem vasta experiência em escavação, drenagem e infraestrutura externa, a diferença está menos no conceito e mais na execução prática das obras. “Na maioria dos casos, os problemas poderiam ser minimizados com soluções técnicas relativamente simples, desde que aplicadas corretamente. Drenagem não é só escoar água, é entender como o solo reage, como a água se comporta e como evitar que isso vire um risco estrutural”, explica.


Com experiência em projetos residenciais e obras voltadas ao setor público, especialmente em sistemas de drenagem, contenção de encostas e infraestrutura externa, Mendes destaca que a vivência em campo é determinante para a qualidade das soluções adotadas. “Muita coisa se perde quando o projeto não conversa com a execução. Quem está na obra vê o comportamento real do terreno. É essa leitura prática que precisa estar mais integrada ao planejamento”, acrescenta.


O especialista ainda reforça que é necessário contar com profissionais que se capacitam e atualizam tecnicamente de forma contínua, com foco em tempestades, controle de erosão e boas práticas construtivas. Afinal, com eventos climáticos cada vez mais intensos, investimentos em drenagem e contenção passam a ser uma necessidade estratégica de infraestrutura, com impacto direto na redução de riscos e na proteção de comunidades inteiras.


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