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quarta-feira, 13 de maio de 2026

RN lidera renda no Nordeste, mas desigualdade social segue entre as maiores do Brasil

O Rio Grande do Norte alcançou, em 2025, a maior renda domiciliar per capita do Nordeste pelo terceiro ano consecutivo, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Apesar do avanço econômico e dos recordes na massa de renda e rendimento do trabalho, o estado ainda enfrenta forte concentração de riqueza, com um dos maiores índices de desigualdade do país.



O Rio Grande do Norte registrou, em 2025, a maior renda domiciliar per capita do Nordeste pelo terceiro ano consecutivo, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. O rendimento médio mensal dos potiguares chegou a R$ 1.779, representando um crescimento de 9,41% em relação ao ano anterior e avanço acima da média nacional. Apesar do desempenho positivo, os números revelam um cenário marcado por forte desigualdade social e concentração de renda.


O estado possui Índice de Gini de 0,540, o terceiro maior do Brasil, indicador que mede a desigualdade na distribuição de renda. Quanto mais próximo de 1, maior a concentração de riqueza. Na prática, os dados mostram que os 10% mais ricos do estado recebem, em média, 16,3 vezes mais do que os 40% mais pobres. Enquanto a renda média da parcela mais pobre da população é de R$ 754 mensais, entre os mais ricos o valor chega a R$ 7.897. Já o 1% mais rico da população potiguar possui rendimento médio de R$ 20.047 por mês.


Outro aspecto apontado pela PNAD é a composição da renda das famílias potiguares. Apenas 66,4% da renda total vêm do trabalho, um dos menores percentuais do país. Os outros 33,6% são provenientes de aposentadorias, pensões, programas sociais e demais fontes de transferência de renda. O dado evidencia uma economia ainda fortemente dependente do setor público e com dificuldades na geração de empregos qualificados e melhor remunerados.


A desigualdade também se manifesta de forma significativa no nível educacional da população. Pessoas com ensino superior completo possuem rendimento médio mensal de R$ 6.613, enquanto trabalhadores com ensino médio recebem, em média, R$ 2.127. Já aqueles sem instrução formal têm renda média de apenas R$ 939 mensais.


Apesar das disparidades, o Rio Grande do Norte alcançou recordes históricos em 2025. A massa total de renda do estado chegou a R$ 6,145 bilhões, enquanto o rendimento médio do trabalho ultrapassou pela primeira vez a marca de R$ 3 mil mensais. Os indicadores reforçam o crescimento econômico recente do estado, mas também evidenciam que os ganhos ainda permanecem concentrados em uma parcela reduzida da população.

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