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quarta-feira, 13 de maio de 2026

SUS aprova incorporação de novas terapias para cânceres do sangue

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil


Pacientes com doenças hematológicas passarão a contar com novas possibilidades de tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS). Foram aprovadas nesta quarta-feira (6) a incorporação da lenalidomida como terapia de manutenção para pacientes com mieloma múltiplo submetidos ao transplante de células-tronco hematopoéticas e da combinação venetoclax + azacitidina para adultos com leucemia mieloide aguda (LMA) inelegíveis à quimioterapia intensiva.

 

As aprovações representam um avanço importante no acesso a terapias inovadoras na hematologia pública brasileira e aproximam o país de protocolos terapêuticos já adotados em sistemas de saúde internacionais para essas indicações. As incorporações devem impactar diretamente a qualidade de vida, o controle da doença e a sobrevida de milhares de pacientes.

 

Para Angelo Maiolino, diretor de Ações Sociais, Acesso e Equidade da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), a chegada da lenalidomida ao SUS é resultado de uma mobilização coletiva ao longo do processo de consulta pública.

 

“Finalmente, a lenalidomida vai chegar aos nossos pacientes do SUS. Essa, sem dúvida nenhuma, foi uma vitória da ABHH, mas mais do que isso, uma vitória de toda a sociedade que participou ativamente do processo de consulta pública”, afirma.

 

A terapia de manutenção com lenalidomida já integra protocolos internacionais e é utilizada em países como Estados Unidos e membros da União Europeia para pacientes com mieloma múltiplo após transplante.

 

Já sobre a aprovação da combinação venetoclax + azacitidina para pacientes com LMA, o coordenador do Comitê de Leucemias Agudas da ABHH, Evandro Fagundes, destaca a construção conjunta da proposta.


“Foi uma vitória construída a muitas mãos para que possamos oferecer o melhor tratamento disponível para essa população de pacientes”, diz.

 

A combinação também já é adotada internacionalmente para pacientes com leucemia mieloide aguda inelegíveis à quimioterapia intensiva e é considerada uma importante alternativa terapêutica para essa população. 

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