Encerrou-se neste sábado (27) a fase de grupos da Copa do Mundo, e o caminho até a final já está traçado. De um lado da chave, a América do Sul apresenta seus dois possíveis finalistas: Brasil e Argentina. Do outro, estão as gigantes europeias, com a França despontando acima de todas as demais.
Na prática, apenas Brasil, França e Argentina disputam o título. Ontem, a Colômbia sufocou Portugal, equipe apontada pela maioria dos comentaristas como uma das favoritas. Essa avaliação, porém, não corresponde aos fatos. Em Copa do Mundo, pouco adianta observar apenas o que aconteceu entre uma edição e outra.
Basta olhar para a América do Sul. O Equador passeou pelas Eliminatórias, terminou muito à frente do Brasil na tabela de classificação e chegou a derrotar a própria Argentina. Quando a bola rolou na Copa, contudo, a realidade foi outra. O Brasil garantiu sua vaga na segunda fase com tranquilidade, enquanto Equador e Paraguai avançaram apenas como dois dos oito melhores terceiros colocados.
A Argentina terá, provavelmente, o caminho até as semifinais mais acessível da história das Copas. Se for eliminada antes de enfrentar o Brasil, será uma enorme zebra, pois apenas a Colômbia parece ter condições de lhe oferecer alguma resistência.
O Brasil, por sua vez, terá uma trajetória muito mais exigente. Se confirmar o favoritismo e chegar ao jogo que antecede a final, terá passado por adversários capazes de elevar o nível competitivo da equipe. O cenário mais provável aponta para confrontos contra Japão, Noruega, Inglaterra e Argentina. Se superar essa sequência, chegará à decisão calejado e plenamente preparado para conquistar o título.
Do lado europeu, Portugal, Espanha e Alemanha são seleções perfeitamente derrotáveis. A Holanda, inclusive, demonstra ser superior às três. A França, entretanto, é outra história. Até aqui, apresenta o futebol mais consistente da competição, sem fragilidades evidentes em nenhum setor do campo. Quem encontrar os franceses na final não terá o conforto de explorar um ponto fraco; precisará encontrar uma maneira de neutralizar suas inúmeras virtudes.
O chaveamento, entretanto, deixa evidente que a competição está longe de ser plenamente justa. Enquanto alguns confrontos eliminam precocemente seleções que poderiam chegar muito mais longe, outros oferecem caminhos excessivamente favoráveis. É o caso de partidas como Marrocos x Equador, enquanto, do outro lado, o Brasil precisará enfrentar um adversário da qualidade do Japão já nas oitavas de final. Em torneios de mata-mata, o sorteio também joga — e, muitas vezes, decide tanto quanto o futebol.



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