Indicadores negativos do governo Lula predominam, apesar da ligeira melhora na avaliação regular da sua administração na comparação com março
Pesquisa realizada pela Ipsos-Ipec entre os dias 13 e 17 de junho aponta oscilação na avaliação ótima ou boa do governo Lula, que passa de 33% em março para 32% agora em junho, enquanto a medida negativa (ruim ou péssima), que ainda prevalece entre os brasileiros, vai de 40% para 38% no mesmo período.
- 32% dos brasileiros avaliam a administração do Presidente Lula como ótima ou boa
- 44% da população brasileira aprova a maneira como o Presidente Lula está administrando o país
- 41% dos brasileiros confiam no Presidente Lula
- A percepção regular,por sua vez, vai de 24% para 28% neste levantamento.
• Brasileiros que preferem não opinar somam agora 2% eram 3% em março.
Márcia Cavallari, head da Ipsos-Ipec, diz que apesar da pequena melhora na avaliação regular, o saldo do governo ainda é negativo, seguimos com um cenário de opiniões consolidadas e polarizadas.
Em junho, a avaliação positiva da administração do presidente Lula se sobressai entre:
• quem declara ter votado em Lula em 2022 (62%);
• os menos escolarizados (47%);
• moradores da região Nordeste (47%);
• quem tem renda familiar de até 1 salário mínimo (41%)
• quem mora em municípios com até 50 mil habitantes (39%) e,
• os católicos (38%).
Ademais, a avaliação ótima/boa é mais significativa entre quem tem de 45 a 59 anos (37%) e 60 ou mais (39%), ante quem tem entre 16 a 24 anos (23%) e de 25 e 34 anos (27%) e entre quem se autodeclara como preto/pardo (35%) em relação aos brancos (27%).
Já a avaliação negativa é mais acentuada entre:
- quem declara ter votado em Jair Bolsonaro na eleição de 2022 (74%);
- aqueles que têm renda mensal familiar superior a 5 salário mínimos (54%);
- os evangélicos (49%);
- os que têm ensino superior (46%) e,
- moradores da região Sudeste (44%).
Nessa rodada, a avaliação ruim/péssima é maior entre quem tem de 25 a 34 anos (43%) e de 35 a 44 (44%), se comparado com os 60+ anos (31%). Além de ser mais expressiva no Sudeste (44%), é maior entre quem vive na região Sul (43%) e no Norte/Centro-Oeste (44%) do que entre os que moram no Nordeste (22%). Também nas capitais (44%), em relação aos que moram no interior (35%); entre moradores de municípios com mais de 500 mil habitantes (41%) e com mais de 50 a 500 mil habitantes (42%), em relação àqueles que vivem em municípios com até 50 mil habitantes (31%). É mais acentuada 10entre brancos (43%), do que entre pretos/pardos (34%).
Aprovação da forma como o presidente administra o país
- A aprovação à maneira do presidente Lula governar o país oscila de 43%, registrado em março passado, para 44% na pesquisa atual. No mesmo período, a desaprovação vai de 51% para 50%.
• Entrevistados que preferem não opinar a respeito totalizam 6% mais uma vez.
• Considerando os brasileiros que avaliam a gestão de Lula como regular, hoje, 47% aprovam a forma como o presidente vem governando o Brasil, enquanto 41% desaprovam e 12% não sabem responder; em março eram 42%, 44% e 14%, na mesma ordem.
Na pesquisa atual, a aprovação da forma como o Presidente Lula vem administrando o país se destaca entre:
• quem avalia positivamente sua gestão (95%);
• quem declara ter votado em Lula na eleição de 2022 (82%);
• moradores da região Nordeste (60%);
• os que têm o ensino fundamental (58%);
• os que possuem renda familiar mensal de até 1 salário mínimo (55%);
• quem tem 60 anos ou mais (53%) e,
• os católicos (52%).
Além disso, aprovação é mais expressiva entre quem mora em municípios com até 50 mil habitantes (50%), em comparação com quem vive naqueles com mais de 50 a 500 mil (40%) ou com mais de 500 mil habitantes (41%) e entre aqueles que se autodeclaram pretos ou pardos (49%), ante aos brancos (36%).
Enquanto isso, a desaprovação é mais significativa entre:
- quem avalia negativamente a administração de Lula (98%);
- quem afirma ter votado em Jair Bolsonaro na eleição de 2022 (89%);
- quem declara ter votado em branco/nulo na eleição de 2022 (60%);
aqueles com renda mensal familiar superior a 5 salários mínimos (64%); - os evangélicos (64%);
- os que declaram renda mensal familiar de mais de 2 a 5 salário mínimos (57%)
- os que têm ensino médio (56%) e,
quem se autodeclara branco (56%).
Ainda, a desaprovação é significativamente maior entre quem tem de 16 a 24 anos (53%), de 25 a 34 anos (56%), de 35 a 44 anos (53%), na comparação com quem tem 60 anos ou mais (40%); entre moradores das regiões N/CO (57%), Sul (56%) e Sudeste (55%), em relação ao Nordeste (35%) e em municípios com mais de 50 a 500 mil habitantes (53%), em relação aos que vivem em cidades com até 50 mil habitantes (45%).



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