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O Brasil se classificou para as oitavas de final da Copa do Mundo ao derrotar o Japão, de virada, por 2 a 1, nesta segunda-feira (29). Foi uma vitória sofrida, com o gol decisivo marcado já nos acréscimos do segundo tempo. Apesar da dificuldade no placar, a partida foi amplamente dominada pela Seleção Brasileira, que viveu momentos de instabilidade, mas também demonstrou poder de reação e superioridade ao longo dos noventa minutos.
O Brasil começou pressionando e dando a impressão de que abriria o marcador logo nos primeiros minutos. No entanto, uma falha defensiva entregou de presente o gol aos japoneses. A partir daí, a equipe canarinha se desorganizou, passou a cometer muitos erros e permitiu que o adversário criasse a oportunidade de ampliar o placar. O Japão desperdiçou a chance de fazer o segundo gol e praticamente liquidar a partida. Mesmo atravessando seu pior momento, o Brasil continuou com a posse de bola. A parte negativa foi justamente a perda do equilíbrio emocional após sofrer um gol tão cedo, quando ainda havia muito jogo pela frente.
A parte positiva veio na volta do intervalo. Carlo Ancelotti foi o verdadeiro "craque do jogo". Manteve Casemiro em campo, apesar dos erros cometidos na primeira etapa, e o volante acabou sendo decisivo ao ter uma bola afastada quase na linha pela defesa japonesa antes de marcar o gol de empate. Também insistiu em Rayan, que teve um primeiro tempo discreto, mas cresceu bastante na etapa final. Depois, promoveu a entrada de Martinelli na vaga de Matheus Cunha, e o atacante marcou o gol da virada e da classificação. O treinador italiano reorganizou a equipe sem precisar fazer muitas mudanças no intervalo, demonstrando confiança em seus jogadores e mostrando que já está plenamente entrosado com o grupo.
Vini Jr., mesmo cercado por uma marcação implacável, ainda acertou a trave em uma jogada espetacular, confirmando que pode decidir uma partida a qualquer momento. Já Bruno Guimarães foi, mais uma vez, o grande destaque do meio-campo brasileiro. Com inteligência, qualidade técnica e intensidade, honrou a tradição da camisa 8 da Seleção, usada por craques como Didi, Gerson e Dunga.
Nas oitavas de final, o Brasil enfrentará o vencedor do duelo entre Noruega e Costa do Marfim. A partida será disputada no próximo domingo (5). Se repetir o domínio apresentado diante do Japão, mas corrigir as falhas de concentração que quase custaram a classificação, a Seleção tem todas as condições de seguir firme na caminhada rumo ao hexacampeonato.


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