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segunda-feira, 1 de junho de 2026

Mais da metade dos brasileiros diz que escala 6x1 compromete a qualidade de vida, aponta pesquisa

Levantamento com mais de 18 mil pessoas mostra que a falta de descanso é a principal queixa entre trabalhadores, enquanto 63% temem perder renda em mudanças na jornada.

José Cruz/Agência Brasil


São Paulo, junho de 2026 - A discussão sobre jornada de trabalho tem colocado em evidência uma questão central para os brasileiros: como equilibrar qualidade de vida e estabilidade financeira. Pesquisa da meutudo com mais de 18 mil participantes mostra que 51% dos trabalhadores que vivenciam ou já vivenciaram a escala 6x1 apontam a falta de descanso como principal dificuldade do modelo. Ainda assim, 63% afirmam que manter a mesma remuneração seria sua maior preocupação em eventuais mudanças na jornada.


O estudo analisou percepções dos brasileiros sobre rotina profissional, descanso, renda e acesso à informação sobre direitos trabalhistas. Os dados mostram que a relação dos trabalhadores com o emprego está cada vez mais ligada a fatores que vão além da remuneração, incluindo equilíbrio entre vida pessoal e profissional, saúde mental e tempo para descanso. 


Nesse sentido, aparecem fatores como a dificuldade de conciliar compromissos pessoais e profissionais e impactos no bem-estar.


Ao mesmo tempo, a pesquisa mostra que a renda permanece como um elemento central para os trabalhadores; 42% consideram o salário o fator mais importante na relação com o emprego.


Para Marcio Feitoza, CEO da meutudo, os resultados mostram que qualidade de vida e segurança financeira são temas cada vez mais conectados na percepção dos trabalhadores.


“Os dados mostram que os profissionais buscam mais equilíbrio entre trabalho e vida pessoal, mas sem abrir mão da estabilidade financeira. A renda continua sendo um fator essencial, ao mesmo tempo em que cresce a valorização de aspectos ligados ao bem-estar, à saúde mental e ao tempo de descanso”, afirma.


A pesquisa também revela que o interesse por temas relacionados ao mercado de trabalho e aos direitos dos trabalhadores segue em alta. Entre os participantes, 97% consideram importante discutir questões relacionadas à jornada de trabalho e às relações profissionais.


O levantamento mostra ainda que o acesso à informação sobre direitos trabalhistas acontece principalmente por meios digitais. Entre os entrevistados, 35% afirmam buscar esse tipo de conteúdo nas redes sociais, enquanto 21% dizem que vídeos são o formato que mais facilita a compreensão de regras e direitos relacionados ao trabalho.


Além disso, 76% afirmam conhecer pelo menos o básico sobre seus direitos e deveres trabalhistas, indicando um interesse crescente por informações que contribuam para uma relação mais consciente com o mercado de trabalho.


“Questões como saúde mental, organização financeira e equilíbrio entre vida pessoal e profissional passaram a ter um peso importante nas decisões relacionadas à carreira. Os dados mostram uma atenção cada vez maior dos trabalhadores à qualidade de vida, sem que isso diminua a relevância da segurança financeira”, conclui Feitoza.


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