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segunda-feira, 1 de junho de 2026

Mais de 91 mil famílias deixam o Bolsa Família no RN após aumento da renda

Somente em maio de 2026, mais de 4 mil famílias potiguares saíram do programa após aumento da renda. Natal, Mossoró e Parnamirim lideram os desligamentos no estado

Em todo o país, mais de 5,1 milhões de famílias deixaram o Bolsa Família entre março de 2023 e maio de 2026 após ampliarem a renda familiar. Foto: Divulgação/MDS


Mais de 91 mil famílias do Rio Grande do Norte deixaram o Programa Bolsa Família entre março de 2023, quando o benefício foi retomado pelo Governo Federal, e maio de 2026. O desligamento ocorreu porque esses lares registraram aumento da renda familiar, seja por meio da conquista de empregos com carteira assinada, seja pelo crescimento de atividades empreendedoras.


Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), as famílias que deixaram o programa superaram o limite estabelecido pela Regra de Proteção ou concluíram o período máximo de permanência nessa modalidade de transição.


Somente em maio deste ano, mais de 4 mil famílias potiguares saíram do Bolsa Família. Natal liderou o número de desligamentos, com 862 famílias deixando o programa. Em seguida aparecem Mossoró (379), Parnamirim (248), São Gonçalo do Amarante (220) e Macaíba (133).


Também figuram entre os municípios com maior número de famílias que superaram a condição de pobreza e deixaram o benefício Extremoz (131), Ceará-Mirim (97), Assú (83), Apodi (80) e Caicó (72).


Mais de 5 milhões de famílias saíram do programa no país


Em âmbito nacional, mais de 5,1 milhões de famílias deixaram o Bolsa Família entre março de 2023 e maio de 2026 após ampliarem sua renda. Os maiores números foram registrados em São Paulo, com 745,6 mil desligamentos, seguido pelo Distrito Federal (546 mil), Bahia (487,6 mil), Minas Gerais (430,2 mil) e Rio de Janeiro (393,7 mil).


Entre as capitais brasileiras, São Paulo registrou o maior número de famílias que deixaram o programa em maio de 2026, com 7.312 desligamentos. Na sequência aparecem Rio de Janeiro (4.387), Fortaleza (3.790), Salvador (3.095) e Brasília (1.896).


Regra de Proteção garante transição


Criada no novo desenho do Bolsa Família, a Regra de Proteção busca assegurar uma transição gradual para as famílias que conseguem melhorar sua condição financeira. Mesmo após ultrapassarem o limite de R$ 218 de renda mensal por pessoa, elas podem continuar recebendo 50% do benefício por até 12 meses, desde que a renda familiar per capita permaneça abaixo de R$ 706.


Para o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, os números demonstram que o programa funciona como instrumento de inclusão produtiva.


“O novo modelo estimula o emprego. Só de 2023 para cá, 5,1 milhões de famílias saíram da pobreza. Saíram do Bolsa Família porque passaram a ter um emprego ou começaram a empreender”, afirmou.


Mercado de trabalho impulsiona crescimento da renda


Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), cruzados com informações do Cadastro Único, mostram que 80% das vagas formais criadas no primeiro trimestre de 2026 foram ocupadas por pessoas inscritas no CadÚnico.


Segundo Wellington Dias, os resultados ajudam a desfazer a ideia de que beneficiários de programas sociais não buscam inserção no mercado de trabalho.


“Os números confirmam as estatísticas relacionadas à presença dos beneficiários no mercado formal e refutam afirmações infundadas de que as famílias não querem arranjar emprego”, declarou.


O avanço da renda também é apontado por estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV Social), que identificou crescimento de 10,7% na renda do trabalho da população mais pobre em 2025, percentual superior à média nacional. De acordo com a pesquisa, o desempenho foi impulsionado pela expansão do emprego formal e pela Regra de Proteção do Bolsa Família, que permite uma transição mais segura para as famílias que conquistam melhores condições econômicas.

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