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sábado, 13 de junho de 2026

O dia em que os americanos jogaram futebol

FIFA


No segundo dia de Copa do Mundo, a surpresa ficou por conta da goleada da seleção dos Estados Unidos da América sobre o Paraguai. O time dos donos da casa teve enorme facilidade para construir o placar, marcando três gols sobre a equipe sul-americana e abrindo 3 a 0 ainda no primeiro tempo, diante de uma torcida empolgada e barulhenta.


Não se esperava muito da seleção americana, quase sempre uma equipe modesta em um país que costuma jogar “futebol” com as mãos. O Paraguai, por outro lado, retorna aos mundiais após 16 anos de ausência. Os paraguaios vinham de uma sequência bastante respeitável desde a Copa da França, em 1998, naquela geração que contava com Gamarra, Roque Santa Cruz e o atacante Salvador Cabañas, cuja carreira foi tragicamente interrompida antes da Copa do Mundo da África do Sul.


Esperava-se mais do Paraguai. A equipe fez boas Eliminatórias Sul-Americanas, inclusive derrotando o Brasil em Assunção. Recheada de jogadores que atuam ou atuaram no futebol brasileiro, a seleção guarani foi muito mal na estreia e agora terá a difícil missão de derrotar Turquia e Austrália para buscar a classificação em segundo lugar no grupo ou, ao menos, disputar uma vaga entre as oito melhores terceiras colocadas.


Já os Estados Unidos, impulsionados pelo apoio da torcida, podem sonhar mais alto nesta Copa. O fator casa costuma produzir efeitos inesperados nos mundiais. Em 2018, a modesta seleção da Rússia, que poucos apontavam como candidata a algo relevante, chegou às quartas de final jogando diante de seu público. O mesmo ocorreu com a Coreia do Sul em 2002, quando alcançou as semifinais do Mundial que sediou ao lado do Japão.


Apesar do reduzido número de seleções campeãs ao longo das 22 edições realizadas até aqui, a Copa do Mundo continua sendo uma competição peculiar. Não adianta analisar apenas o que aconteceu entre uma edição e outra ou confiar cegamente na tradição das camisas. Trata-se de um torneio de tiro curto, decidido em poucos jogos, no qual os atletas entram em campo dispostos a dar a vida pela bola. Numa Copa do Mundo, além da qualidade técnica, contam a confiança, o momento psicológico, o apoio das arquibancadas, a sorte e até mesmo os pequenos detalhes que, em outras competições, passam despercebidos. É justamente essa imprevisibilidade que faz do Mundial o espetáculo esportivo mais fascinante do planeta.


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