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quarta-feira, 10 de junho de 2026

Reduzir perdas de água no Brasil poderia abastecer população maior que um dos países sede da Copa do Mundo 2026

Estudo do Trata Brasil mostra que reduzir as perdas de água na distribuição poderia beneficiar quase 48 milhões de brasileiros por ano

 

Tânia Rêgo/Agência Brasil

A dias da estreia da Copa do Mundo 2026, que será disputada no Canadá, nos Estados Unidos e no México, o mundo volta as atenções para um dos maiores eventos esportivos do planeta e o Brasil se prepara dentro de campo para, quem sabe, alcançar o hexacampeonato. Fora das quatro linhas, o país enfrenta um outro desafio que merece atenção: o desperdício de água.

 

De acordo com o estudo de Perdas de Água 2026, divulgado pelo Instituto Trata Brasil em parceria com a GO Associados, o Brasil perde 39,5% da água potável nos sistemas de distribuição, ou seja, todo esse volume é perdido antes de chegar à casa das famílias brasileiras. Assim como as seleções têm um objetivo a cumprir, o país também tem a sua meta: reduzir as perdas para 25% até 2033, conforme estabelece a Portaria 788/2024.

 

Se o Brasil conseguisse alcançar esse patamar, o volume economizado seria da ordem de 2,8 bilhões de m³ por ano. Para ter dimensão do que isso representa, esse volume seria suficiente para abastecer aproximadamente 48 milhões de pessoas durante um ano inteiro, número superior à população estimada do Canadá em 2026, de 41,4 milhões de habitantes.

 

Reduzir perdas é uma medida com impacto direto na vida da população, especialmente nas regiões onde o acesso à água ainda é precário. Avançar nessa agenda exige a implementação de programas que unam eficiência e inovação e, consequentemente, acelerar o ritmo dos investimentos até 2033. Para conquistar esse objetivo, o Brasil precisa colocar o saneamento em campo.

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