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quarta-feira, 17 de junho de 2026

Seminário reúne instituições ligadas à cotonicultura no Semiárido

Foto: Sérgio Cobel


A Embrapa Algodão e a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) realizaram o I Seminário de Cooperação Técnica para o mapeamento de iniciativas e tecnologias sustentáveis para o Semiárido, no início de junho, na sede da Embrapa Algodão, em Campina Grande, PB. O evento contou a presença de diversas instituições ligadas ao bioma, entre elas, o Instituto Nacional do Semiárido – Insa, Empresa Paraibana de Pesquisa, Extensão Rural e Regularização Fundiária – Emaper, Universidade Federal de Campina Grande, Embrapa Caprinos e Ovinos, Federação das Indústria da Paraíba, Senai, Sebrae, Rede Borborema de Agroecologia, ASPTA Paraíba – Agricultura Familiar e Agroecologia.


O seminário teve como objetivo promover o debate sobre o desenvolvimento agrícola circular e regenerativo no setor algodoeiro, integrado à produção de alimentos, à formação profissional e ao ensino técnico, à gestão do negócio rural e à extensão rural, com ênfase em tecnologias aplicáveis às regiões semiáridas.


Essas informações subsidiarão o governo brasileiro no atendimento a demandas de cooperação para o desenvolvimento na África.


“Nós vimos que a Embrapa Algodão tem parcerias com várias instituições de excelência da região e percebemos que havia a possibilidade de integrar essas instituições parceiras na cooperação internacional, da África, principalmente, região subsaariana, que tem um ecossistema semelhante, então as tecnologias e as capacidades dessas instituições de gerar alimento serviriam com referência para o continente africano. A ideia é mapear esse conhecimento para que possamos atender vários países da África”, declarou o coordenador de cooperação técnica Sul-Sul da ABC, Nelci Caixeta. “A ideia é que essas instituições se integrem à nossa lista de parceiros para implementar novos projetos na África”, acrescentou.


Para a chefe-geral da Embrapa Algodão Nair Arriel, a ciência gerada no semiárido é fundamental para a sobrevivência global. “O algodão é o ponto de partida e é bastante demandado pelos países africanos pela sua resiliência às mudanças climáticas”, afirmou.

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