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sábado, 18 de julho de 2026

A Copa mostrou como é possível usar o VAR para roubar... para a Argentina



Está chegando ao fim a Copa do Mundo de 2026. A decisão será entre Espanha e Argentina: Europa contra América do Sul, metrópole contra ex-colônia.


A antipática Argentina foi se arrastando ao longo da competição. Mesmo tendo sido eliminada pelo Egito nas oitavas de final, permaneceu no torneio porque o VAR foi sendo utilizado, sucessivamente, para manter a equipe de Lionel Messi viva até a decisão. Nas semifinais, venceu com méritos a sempre chocha Inglaterra, que, após abrir o placar, recuou de maneira covarde e acabou castigada.


A tecnologia foi criada para corrigir erros claros da arbitragem, mas demonstrou como também pode ser utilizada de forma seletiva. Como a recomendação para revisão de um lance depende de operadores humanos, basta que determinadas jogadas sejam ignoradas para que uma equipe seja beneficiada. Foi exatamente essa a sensação deixada durante a campanha argentina.


Logo na estreia, contra a Argélia, o VAR deixou de chamar o árbitro para revisar um lance passível de expulsão de Messi. Em outras partidas, cartões evidentes deixaram de ser aplicados. O que deveria representar imparcialidade acabou se transformando em um instrumento para proteger a principal marca comercial da Copa: Messi. Foi, sem dúvida, a maior vergonha do torneio.


Outro aspecto que chama atenção é que, nos confrontos eliminatórios, a Argentina somente saiu na frente do placar contra Cabo Verde. Nas outras três partidas até chegar à final, precisou buscar viradas. A cena mais ridícula ocorreu diante da Suíça: quando os europeus estavam prestes a eliminar os argentinos, Embolo simulou uma falta, acabou expulso e mudou completamente o rumo da partida.


Enquanto a Argentina chegou à final exibindo graves problemas defensivos e sofrendo muitos gols, a Espanha construiu uma campanha sólida, consistente e segura. Sofreu apenas um gol em toda a competição e confirmou sua força ao eliminar, com autoridade, a França — para muitos, a melhor seleção da Copa — na semifinal.


Independentemente do resultado da decisão (que vença a Espanha!), a Copa do Mundo de 2026 deixará uma reflexão incômoda: o VAR pode reduzir erros da arbitragem, mas, quando utilizado de forma seletiva e sem critérios uniformes, também pode servir para influenciar resultados. A tecnologia, por si só, não garante justiça; tudo depende da transparência e da imparcialidade de quem a opera.

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