Decisão decretou a perda dos bens, direitos e valores vinculados aos réus condenados
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| Operação do MP cumpriu dezenas de mandados contra grupo suspeito de lavar dinheiro do tráfico de drogas em 2023 — Foto: MPRN/Divulgação |
O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) obteve mais uma sentença condenatória no âmbito da Operação Plata. A decisão da Unidade Judiciária de Delitos de Organizações Criminosas (UJUDOCrim) condenou seis réus por envolvimento em um esquema de ocultação e dissimulação de recursos provenientes do tráfico de drogas.
Entre os condenados está Geraldo dos Santos Filho, conhecido como Pastor Júnior, apontado pelo MPRN como um dos responsáveis por coordenar a ocultação de patrimônio adquirido com dinheiro do tráfico. Segundo a investigação, ele e o irmão, Valdeci Alves dos Santos, utilizavam familiares como "laranjas" para adquirir e transferir imóveis com o objetivo de esconder a origem ilícita dos recursos.
Além das condenações, a Justiça decretou a perda alargada de bens, direitos e valores vinculados aos réus em favor da União e autorizou a alienação antecipada dos bens sequestrados durante a investigação para evitar a desvalorização do patrimônio. Os condenados poderão recorrer em liberdade.
Penas
Geraldo dos Santos Filho foi condenado por nove crimes de lavagem de dinheiro à pena de 6 anos, 9 meses e 20 dias de reclusão, em regime fechado. Somadas às condenações anteriores, suas penas chegam a 98 anos, 1 mês e 25 dias de prisão.
Valdeci Alves dos Santos recebeu a mesma pena por sete crimes de lavagem de dinheiro. Com as condenações anteriores, o total acumulado é de 31 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão.
Jefferson Santos da Silva foi condenado por sete crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa, com pena de 6 anos de reclusão, em regime semiaberto.
Francisca Neta dos Santos foi condenada por quatro crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa, recebendo pena de 4 anos e 9 meses de reclusão, em regime semiaberto.
Roberto dos Santos e Érica Cristina da Silva foram condenados por dois crimes de lavagem de dinheiro, cada um com pena de 3 anos e 6 meses de reclusão, em regime aberto, substituída por penas restritivas de direitos. Érica foi absolvida da acusação de associação criminosa.
Já Aline da Silva Alves França, Jean Carlos da Silva Santos, Ingrid Daniely Vale dos Santos e Matheus Viana Alves dos Santos foram absolvidos de todas as acusações.
Operação Plata
A Operação Plata foi deflagrada para desarticular um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas e ao Primeiro Comando da Capital (PCC). As investigações do MPRN apontaram que o grupo utilizava uma rede de pessoas para fracionar depósitos bancários e distribuir dinheiro em espécie, dificultando a identificação das movimentações pelo sistema financeiro.
As provas reunidas incluem relatórios patrimoniais, quebras de sigilo bancário e fiscal, interceptações telefônicas e materiais apreendidos durante buscas realizadas ao longo da investigação.



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