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| Antonio Cruz/Agência Brasil |
O governo federal prevê destinar R$ 6 bilhões aos Correios em 2027 como parte das medidas de sustentação financeira e recuperação da estatal. O valor foi incluído no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027, que será encaminhado ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (31).
A previsão ocorre em meio à execução do Plano de Reestruturação dos Correios, lançado em dezembro de 2025, que busca reduzir despesas, ampliar receitas e melhorar o fluxo de caixa da empresa. Segundo o governo, a estatal também vem adotando medidas para alongar e reduzir o custo de sua dívida.
No primeiro semestre de 2026, os custos dos serviços ficaram 14% abaixo do previsto no orçamento, enquanto as despesas com pessoal recuaram cerca de 4%. Mesmo diante das dificuldades financeiras, o desempenho operacional apresentou melhora em relação às projeções.
Em nota à imprensa, os ministros das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, e do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmam que o novo aporte dará maior estabilidade financeira à empresa para avançar no processo de reestruturação.
Leia a íntegra da nota:
NOTA À IMPRENSA
PLOA 2027 prevê aporte de R$6 bilhões nos Correios
Como responsáveis pela supervisão da gestão dos Correios e da relação dele com o Orçamento da União, temos acompanhado a evolução do Plano de Reestruturação da estatal, lançado em dezembro de 2025.
De lá para cá, a empresa tem tomado medidas para reduzir suas despesas, ampliar sua receita operacional e equacionar seu fluxo de caixa.
No balanço do segundo trimestre de 2026, tornado público neste sábado, merecem destaque o alongamento e o barateamento da dívida, com a empresa tendo encerrado o semestre sem nenhum empréstimo vencendo no curto prazo, quitação de empréstimo mais oneroso e alongando a dívida de 18 para 180 meses.
Em paralelo, os custos dos serviços da empresa somaram R$7,6 bilhões no primeiro semestre, marca 14% abaixo da orçada para o período. Na mesma janela de tempo, o custo com pessoal recuou cerca de 4%, como reflexo do Plano de Demissão Voluntária. Ainda assim, o EBITDA ficou R$ 910 milhões (18%) melhor que o previsto.
Essa evolução só tem sido possível com a garantia de liquidez para os Correios, que tem permitido a recuperação operacional e a melhora no perfil da dívida.
Nesse sentido, cumprindo o acordo de empréstimos assinado ao final de 2025, o governo incluiu a previsão de um aporte de R$6 bilhões no caixa dos Correios no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) 2027, a ser enviado ao Congresso na próxima segunda-feira (31).
Com isso, a estatal terá maior estabilidade para seguir negociando com seus clientes e fornecedores, em direção ao bom andamento do seu Plano de Reestruturação e recuperação dos resultados financeiros positivos da empresa.
Frederico de Siqueira Filho, ministro das Comunicações
Esther Dweck, ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos
Bruno Moretti, ministro do Planejamento e Orçamento



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