No Dia do Ortopedista (19/9), cenário nacional coloca em debate onde estão os profissionais preparados para atender casos que exigem conhecimentos e técnicas específicas.
Uma pessoa sofre um trauma grave na mão. Uma criança nasce com uma deformidade óssea. Um adulto precisa de uma cirurgia complexa de reconstrução. Outro paciente recebe o diagnóstico de um tumor ósseo.
Em situações como essas, não basta simplesmente “ter um ortopedista” na cidade. É preciso encontrar o especialista preparado para aquele tipo específico de problema.
Neste mês, a data de 19 de setembro é marcada pelo Dia do Ortopedista, ocasião que chama atenção para alguns desafios, como a quantidade de profissionais e a distribuição e o acesso a especialistas capazes de atender diferentes condições e níveis de complexidade dentro da Ortopedia.
A Demografia Médica no Brasil 2025 aponta 18.998 especialistas em Ortopedia e Traumatologia no país.
Dentro da Ortopedia existem áreas altamente especializadas, como Cirurgia da Mão, Ortopedia Pediátrica, Trauma Ortopédico, Oncologia Ortopédica, Reconstrução e Alongamento Ósseo, entre outras. Nesses campos, a disponibilidade de profissionais pode ser restrita.
Um exemplo é a Cirurgia da Mão, que aparece na Demografia Médica 2025 com cerca de 1.140 especialistas, número que corresponde a uma pequena parcela do universo de médicos especialistas brasileiros.
A área envolve o tratamento de lesões e doenças que podem comprometer estruturas fundamentais para a função dos membros superiores, incluindo nervos, tendões, vasos, ossos e articulações. Em casos graves, o atendimento especializado e o tempo até o tratamento podem ser determinantes para a recuperação funcional.
Onde estão esses especialistas?
A distribuição dos ortopedistas pelo território nacional também chama atenção. Entre os 18.998 especialistas em Ortopedia e Traumatologia contabilizados pela Demografia Médica 2025, a distribuição regional é:
Sudeste: 51,9%
Nordeste: 17,0%
Sul: 16,2%
Centro-Oeste: 10,3%
Norte: 4,6%
A concentração levanta uma questão que vai além da quantidade total de médicos: em que regiões o paciente consegue encontrar o especialista de que precisa?
Para determinadas condições, o atendimento pode depender de deslocamentos para capitais ou grandes centros, especialmente quando o caso exige procedimentos de alta complexidade ou profissionais com formação muito específica.
Profissão ainda majoritariamente masculina
Embora as mulheres já representem mais da metade dos médicos no Brasil, a Ortopedia e Traumatologia continua sendo uma especialidade predominantemente masculina. Segundo a Demografia Médica 2025, aproximadamente 8% dos ortopedistas são mulheres.
O dado também abre espaço para discutir a presença feminina na especialidade, os caminhos de formação e carreira e as transformações no perfil dos novos profissionais.
A Predicado Comunicação atende entidades em diferentes áreas da Ortopedia. Assessoramos a Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM), a Sociedade Brasileira de Artroscopia e Traumatologia do Esporte (SBRATE) e a Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo (SBCOC). Os porta-vozes podem comentar os desafios para ampliar o acesso à Ortopedia especializada no país, a concentração regional dos profissionais e dos serviços, a formação de especialistas em áreas de maior complexidade e as dificuldades enfrentadas pelos pacientes que precisam buscar atendimento fora de seus municípios.
Também podem abordar a presença ainda reduzida das mulheres na Ortopedia, as mudanças no perfil da especialidade entre as novas gerações e os caminhos para ampliar a oferta de atendimento especializado em diferentes regiões do país.


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