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terça-feira, 29 de setembro de 2026

Desemprego cai para 5,3% e população ocupada atinge recorde de 103,5 milhões


Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil


A taxa de desocupação no Brasil caiu para 5,3% no trimestre móvel encerrado em agosto de 2026, segundo os dados da PNAD Contínua. O resultado representa recuo de 0,3 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em maio, quando o indicador estava em 5,6%, e também de 0,3 ponto percentual na comparação com o mesmo período de 2025.


A população desocupada foi estimada em 5,8 milhões de pessoas, uma redução de 281 mil pessoas, ou 4,6%, em relação ao trimestre de março a maio. Na comparação anual, houve queda de 300 mil pessoas, ou 4,9%.


Ao mesmo tempo, a população ocupada alcançou 103,5 milhões de pessoas, o maior contingente da série histórica. O número cresceu 774 mil pessoas, ou 0,8%, no trimestre, e aumentou 1,1 milhão, ou 1,0%, em relação ao mesmo período de 2025.


O nível de ocupação, que mede a proporção de pessoas ocupadas entre aquelas em idade de trabalhar, chegou a 58,9%, alta de 0,3 ponto percentual no trimestre. Na comparação anual, o indicador permaneceu praticamente estável.


A força de trabalho também atingiu o maior nível da série histórica, com 109,3 milhões de pessoas. Houve crescimento de 493 mil pessoas, ou 0,5%, em relação ao trimestre encerrado em maio, e de 760 mil pessoas, ou 0,7%, na comparação anual.


Subutilização recua



A taxa composta de subutilização ficou em 13,1%, ante 13,3% no trimestre anterior e 14,1% no mesmo trimestre de 2025. A população subutilizada foi estimada em 15 milhões de pessoas, estável no trimestre e 6,5% menor no período de um ano.


Entre os trabalhadores subocupados por insuficiência de horas, o contingente foi de 4,3 milhões, também estável no trimestre e 6,2% menor em relação a um ano antes.


O número de pessoas desalentadas ficou em 2,4 milhões, com estabilidade na comparação trimestral e queda de 11,9% em um ano. O percentual de desalentados recuou de 2,4% para 2,1% no período de um ano.


Mercado formal


O número de empregados do setor privado com carteira assinada, excluindo trabalhadores domésticos, chegou a 39,5 milhões, o maior contingente da série histórica. O indicador ficou estável tanto no trimestre quanto na comparação anual.


Os empregados sem carteira no setor privado somaram 13,7 milhões, enquanto os trabalhadores por conta própria chegaram a 26,1 milhões. Ambos os contingentes permaneceram estáveis nas duas comparações.


O número de trabalhadores domésticos foi estimado em 5,5 milhões, também sem variação estatisticamente significativa.


A taxa de informalidade ficou em 37,5% da população ocupada, equivalente a 38,8 milhões de trabalhadores. O percentual era de 37,3% no trimestre encerrado em maio e de 38% no mesmo trimestre de 2025.


Rendimento cresce 3,7% em um ano


O rendimento real habitual de todos os trabalhos foi estimado em R$ 3.777, com estabilidade na comparação trimestral e crescimento de 3,7% em relação ao mesmo período de 2025.


A massa de rendimento real habitual chegou a R$ 385,6 bilhões, também recorde da série histórica. Houve crescimento de R$ 5,2 bilhões, ou 1,4%, no trimestre, e de R$ 17,5 bilhões, ou 4,8%, em um ano.


Por atividade, o rendimento médio real do trabalho principal cresceu, na comparação anual, 4% na indústria, 4,8% no comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas e 4,6% nos serviços domésticos.


Na comparação trimestral, o único aumento significativo ocorreu nos serviços domésticos, com alta de 2,3%, equivalente a R$ 33.


Por posição na ocupação, o rendimento dos empregados com carteira assinada cresceu 2,4% em um ano, ou R$ 81. Entre os trabalhadores domésticos, a alta foi de 4,6%, ou R$ 64, e entre os trabalhadores por conta própria, de 5,3%, ou R$ 159.


Indústria e construção ampliam ocupação


Entre março e maio e junho e agosto de 2026, a ocupação cresceu principalmente na Indústria Geral, que incorporou 265 mil trabalhadores, alta de 2%, e na Construção, com aumento de 306 mil pessoas, ou 4,1%.


Na comparação com o mesmo trimestre de 2025, o destaque foi o grupo de Transporte, armazenagem e correio, que registrou crescimento de 6,1%, com 358 mil pessoas a mais.


Os demais grupamentos de atividade não apresentaram variações estatisticamente significativas nas comparações destacadas.


Os dados mostram um mercado de trabalho com taxa de desemprego em queda, recordes na população ocupada, na força de trabalho e na massa de rendimentos, além de redução dos indicadores de subutilização e desalento. Ao mesmo tempo, a informalidade permanece representando mais de um terço da população ocupada.

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