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quinta-feira, 22 de outubro de 2026

Alfa Inteligência: Flávio Bolsonaro (PL) tem 48,8% contra 45,9% de Lula no segundo turno

Corrupção é o assunto que mais influencia o voto, citado por 29% dos eleitores; e Lula está à frente de Flávio apenas na região Nordeste

Lula oficial e Charles vieira/Campanha Flávio Bolsonaro


A nova pesquisa nacional da Alfa Inteligência relativa ao segundo turno das eleições presidenciais mostra o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 48,8% das intenções de voto para presidente da República ante 45,9% do presidente Lula (PT). A diferença de 2,9 pontos percentuais configura empate técnico, considerada a margem de erro de 1,9 ponto percentual. Realizado entre 15 e 19 de outubro de 2026, o levantamento ouviu 2.700 eleitores em todo o país.


Na pesquisa estimulada, 3,5% dos entrevistados afirmam que não votariam em nenhum dos candidatos, votariam em branco ou anulariam o voto, enquanto 1,8% não souberam ou não responderam. Considerando apenas os votos válidos, Flávio Bolsonaro registra 51,5%, contra 48,5% de Lula.


O recorte regional mostra Lula numericamente à frente de Flávio Bolsonaro apenas no Nordeste, onde registra 62% das intenções de voto, contra 34% do senador. No Sudeste, Flávio aparece com 54%, ante 41% de Lula. No Sul, os percentuais são de 52% e 41%, respectivamente. No Centro-Oeste, chegam a 61% e 37%, enquanto no Norte são de 50% para Flávio e 45% para Lula.


Assuntos que influenciam o voto


A corrupção é o assunto que mais influencia a escolha do presidente da República, mencionado por 29% dos eleitores brasileiros. O tema aparece à frente do custo de vida, citado por 21% dos entrevistados, da educação, com 16%, e da segurança pública, com 14%. Emprego e saúde aparecem na sequência, com 8% e 6%, respectivamente.


A pesquisa identifica diferenças regionais entre os assuntos que mais influenciam a escolha dos eleitores. No Norte, a corrupção é mencionada por 40% dos entrevistados, seguida pelo custo de vida, com 24%. No Sudeste, os percentuais são de 32% e 16%, respectivamente. No Sul, a corrupção registra 31%, contra 26% do custo de vida.


No Nordeste, o custo de vida aparece com 26%, ante 23% da corrupção. Já no Centro-Oeste, a corrupção é mencionada por 24% dos entrevistados, seguida pela segurança pública, com 19%.


O levantamento também apresenta recortes por intenção de voto. Entre os eleitores de Flávio Bolsonaro, 34% apontam a corrupção como o assunto que mais influencia sua escolha, enquanto 19% mencionam o custo de vida. Entre os eleitores de Lula, os percentuais são de 26% e 22%, respectivamente.


Intenção de voto espontânea


Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Flávio Bolsonaro registra 47% das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 43%. Outros 5% declaram voto branco, nulo ou em nenhum candidato, e 5% não souberam ou não responderam.


Potencial de voto e rejeição


A pesquisa também investigou a disposição dos eleitores em votar nos dois candidatos. Flávio Bolsonaro registra 40% entre os entrevistados que afirmam que votariam nele com certeza, enquanto 8% admitem que poderiam votar, totalizando um potencial de voto de 48%. Outros 45% declaram que não votariam no senador de jeito nenhum.


No caso de Lula, 37% afirmam que votariam com certeza e 10% admitem que poderiam votar, o que representa um potencial de 47%. A rejeição ao presidente é de 46%.


Na comparação com julho, o percentual de eleitores que afirmam que votariam com certeza em Flávio Bolsonaro passou de 25% para 40%, enquanto a rejeição recuou de 59% para 45%. Entre os entrevistados que declaram voto certo em Lula, o índice passou de 39% para 37%, enquanto a rejeição variou de 48% para 46%.


Avaliação e aprovação do governo Lula


O levantamento aponta que 50% dos entrevistados desaprovam a forma de administrar do presidente Lula, enquanto 46% aprovam sua gestão. Outros 4% não souberam ou não responderam. Em julho, a desaprovação era de 51% e a aprovação, de 47%.


Na avaliação do governo, 35% consideram a administração ótima ou boa, enquanto 43% a classificam como ruim ou péssima. Outros 22% avaliam a gestão como regular. Em julho, a avaliação positiva era de 39%, e a negativa, de 46%.


Percepção sobre o Brasil


Para 45% dos entrevistados, o Brasil está no caminho errado, enquanto 37% consideram que o país está no caminho certo. Outros 17% avaliam que o Brasil não está nem no caminho certo nem no errado.


Em relação ao futuro do país, 45% se declaram otimistas ou muito otimistas, enquanto 41% afirmam estar pessimistas ou muito pessimistas. Outros 13% não se consideram nem otimistas nem pessimistas.


Metodologia


A pesquisa da Alfa Inteligência ouviu 2.700 eleitores de 16 anos ou mais, entre 15 e 19 de outubro de 2026, nas cinco regiões do Brasil. O levantamento foi realizado por meio de entrevistas pessoais, tem margem de erro de 1,9 ponto percentual, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%. Está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00820/2026.

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