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segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Minha Casa, Minha Vida atende famílias com renda de até R$ 13 mil; entenda as regras

Especialista em mercado imobiliário, Graciete Azevedo, explica faixas de renda, subsídios, juros e critérios para financiar a casa própria

Foto: Joédson Alves/Agência Brasil


Famílias com renda de até R$ 5 mil podem contar com subsídios para a compra da casa própria pelo Minha Casa, Minha Vida, benefício que pode chegar a R$ 65 mil na Região Norte. O programa atende famílias com renda bruta mensal de até R$ 13 mil, com condições que variam conforme o perfil financeiro do comprador.


Segundo a especialista em mercado imobiliário Graciete Azevedo, ainda há desconhecimento sobre quem pode participar. “Muita gente acha que o programa é só para baixa renda e nem tenta. Esse é o primeiro mito que eu desfaço com os clientes”, afirma.


Nas áreas urbanas, a Faixa 1 contempla renda de até R$ 3,2 mil; a Faixa 2, de R$ 3.200,01 a R$ 5 mil; e a Faixa 3, de R$ 5.000,01 a R$ 9,6 mil. O programa também alcança famílias com renda de até R$ 13 mil. Os valores constam na Portaria MCID nº 333/2026, do Ministério das Cidades.


“Na Faixa 1 estão os maiores subsídios e os menores juros. Na Faixa 2 ainda há subsídio, porém menor. Na Faixa 3 não há subsídio, mas os juros continuam abaixo do mercado. A Faixa 4 é voltada à classe média, com juros em torno de 10% ao ano. Na prática, quanto menor a renda, maior o desconto e menor a parcela”, explica Graciete.


Subsídio pode chegar a R$ 65 mil


Na Região Norte, o subsídio pode chegar a R$ 65 mil, enquanto nas demais regiões o limite é de R$ 55 mil. O teto não significa, porém, que todas as famílias com renda de até R$ 5 mil receberão esse valor.


“O subsídio é um desconto que o governo dá e que a família não precisa devolver. O valor é calculado principalmente pela renda bruta familiar e pela localização do imóvel. Quanto menor a renda, maior o benefício”, explica.


O recurso é abatido do preço do imóvel e pode ajudar a reduzir a entrada e o valor financiado. FGTS e, em alguns empreendimentos, o parcelamento com a construtora também podem diminuir o desembolso inicial.


“Não deixe de procurar porque acha que não tem a entrada. Primeiro faça a simulação”, orienta Graciete.


Autônomos também podem financiar


Quem trabalha como autônomo ou empreendedor também pode buscar o financiamento, desde que consiga comprovar renda. Extratos bancários, declaração de Imposto de Renda, pró-labore e Decore estão entre os documentos que podem ser solicitados.


“A renda informal é aceita, desde que seja comprovada. Minha dica para o autônomo é organizar a vida financeira antes. Quanto mais clara a renda aparece, melhor a aprovação”, destaca.


Ter dívidas também não significa reprovação automática, desde que estejam em dia e sejam compatíveis com a renda. Já uma restrição ativa no CPF costuma dificultar a aprovação do crédito.


Simulação antes da escolha


Para Graciete, um dos principais erros é procurar o imóvel antes de conhecer a capacidade de financiamento.


“O maior erro é escolher o imóvel antes de saber quanto pode financiar. A pessoa se apaixona por um apartamento, descobre depois que não cabe e se frustra. O certo é inverter a ordem: primeiro entender o seu perfil, depois escolher o imóvel”, afirma.


A orientação especializada pode ajudar na análise da renda, FGTS, subsídio, documentação e escolha de imóveis compatíveis com o orçamento.


“Na Stillo, atendemos famílias do Minha Casa, Minha Vida há anos, e o que eu mais vejo é gente que achava impossível comprar e descobre que podia. Essa orientação economiza tempo e dinheiro e evita frustração”, conclui Graciete.


Texto: LD Comunicação

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