Exército sírio e sua milícia aliada foram responsáveis ​​por graves violações a direitos humanos na Síria


Violações dos direitos humanos por forças do governo e grupos armados de oposição estão em ascensão na Síria, as lutas se espalham por todo o país, o Conselho   de Direitos Humanos da ONU FOI ouvido na quarta-feira.
Em um relatório ao Conselho, a Comissão de Inquérito sobre a Síria disse que o exército sírio e sua milícia aliada foram responsáveis ​​por matar civis, detenções ilegais e várias formas de tortura, enquanto as forças da oposição foram torturar ou executar soldados do governo e os suspeitos de apoiar eles.
A Comissão disse que não poderia descartar que as forças leais ao Governo pode ter sido responsável pelo massacre de Al-Houla em que mais de 100 pessoas foram mortas.
No entanto, a Comissão também disse que era provável que os lutadores anti-governo ou de um grupo estrangeiro de filiação desconhecida poderia ter realizado o massacre. Paulo Pinheiro é o presidente da Comissão.
"Como resultado do fluxo relatado de novas armas e munições tanto para as forças do Governo e aos grupos armados anti-governamentais, a situação corre o risco de tornar-se mais agravada nos próximos meses. A comunidade internacional não pode deixar de exercer um esforço concertado para pôr fim à violência. Nossa visão é que a militarização da crise será catastrófico para o povo da Síria e da região. A cessação das hostilidades é de suma importância para a promoção e proteção dos direitos humanos. É o civil população, de várias comunidades, que estão sofrendo neste conflito, muitos pagando com suas próprias vidas. "


Relatos recebidos pelas Nações Unidas indicam que crianças estão sendo usadas no conflito da Síria como mensageiras e cozinheiras, para atuar para grupos antigovernamentais.

A informação foi dada ao Conselho de Direitos Humanos, nesta quarta-feira, pelo presidente da Comissão de Inquérito sobre a Síria, Paulo Sérgio Pinheiro.


"O Governo da Síria está cansado de saber porque tanto a Convenção dos Direitos da Criança como o Protocolo Adicional para Crianças em Conflitos Armados foi ratificado em 2003 pela Síria. Então, nem precisa haver recomendação. Nós apontamos os fatos. Evidentemente tanto por parte do governo como por parte dos grupos armados, que também têm o dever de respeitar os direitos humanos, estas práticas são totalmente inaceitáveis", disse Paulo.


O conflito na Síria entre manifestante pró-democracia e tropas do governo já dura 15 meses. Pelo menos 10 mil pessoas já morreram nos combates.

Rádio ONU

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