"Depois de a grande finança ter destruído a economia global entrega-se-lhe o planeta"

Na manhã desta quinta-feira(05) o Parlamento europeu realizou um debate para discutir os resultados da Rio+20. Na ocasião, chamou atenção o discurso da deputado do Bloco de Esquerda, Alda Sousa, ela destacou que  "não há qualquer solução climática, ambiental e social sem tocar na raiz do problema, este sistema económico que condena milhões à pobreza e arrasa o planeta". Não se apaga "um incêndio com gasolina, não se salva o planeta vendendo-o a retalho", concluiu a eurodeputada do Bloco de Esquerda.

"Depois de a grande finança ter destruído a economia global entrega-se-lhe o planeta", vendendo-o "a retalho" - esta é a leitura dos resultados da cimeira Rio + 20 feita pela eurodeputada Alda Sousa. Uma cimeira que, sublinha a representante do GUE/NGL eleita pelo Bloco de Esquerda, "conseguiu a proeza de ignorar a crise" pois "as soluções que de lá saíram vão no sentido de ultrapassar a crise ecológica através da financeirização do ambiente: mais comércio de carbono, bónus gratuitos de emissões e agora também activos de propriedade verde".


"As conclusões da cimeira Rio + 20 foram um desapontamento", declarou a eurodeputada Kartika Liotard, igualmente do GUE/NGL. "É realmente ridículo que na conferência, realizada no Rio de Janeiro, nada tenha sido concluído relacionado com a desflorestação", acrescentou Liotard. "Se não foi agora quando será?", perguntou a eurodeputada lembrando que no planeta desaparecem 36 campos de futebol de florestas por minuto, muitos deles no Brasil.

O eurodeputado português João Ferreira (GUE/NGL, PCP) testemunhou que no Rio aconteceram "os mesmos bloqueios" registados em cúpulas anteriores. Em relação à "economia verde", afirmou que um desenvolvimento genuinamente sustentado com base na relação entre o homem e a natureza "não será possível sem questionar as leis e atitudes do capitalismo".

Confira o discurso da eurodeputada Alda Sousa:


Com BE internacional

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