Marcha do Fio de Aço - grito contra o descaso na saúde


Em assembleia na terça a noite, no Sinmed-RN, foi confirmada a marcha do "Fio de aço" que acontecerá no próximo sábado (26), às 8h30. A marcha tem início na Associação Médica do RN e segue até o Hospital Walfredo Gurgel. (Confirme sua presença aqui e leve sua camiseta preta do movimento #ForaRosalba)
O protesto está sendo chamado de Fio de Aço, em alusão a falta de fio de aço para fechar um paciente durante uma cirurgia de emergência no Hospital Walfredo Gurgel, situação extrema que levou o cirurgião Jeancarlo Cavalcanti, que também é presidente do Conselho Regional de Medicina do RN, a filmar o caso.
O vídeo foi exibido na última semana no Jornal Hoje, da rede Globo e tem tido grande repercussão em rede nacional e em telejornais locais como o Bom Dia Brasília - DF no Ar – no qual a reportagem foi reprisada.

Nas redes

No Facebook há duas comunidades com o nome "Fio de Aço", em apoio ao médico. Uma das comunidades está com 3.184 membros a outra com 1.769. O caso chamou tanta atenção que pessoas de outros países estão comentando o assunto nas redes sociais.
Além das comunidades, tem surgido ainda uma série de imagens e charges em apoio ao médico, que foi denunciado na terça (22) pela Secretária Estadual de Saúde ao Conselho Federal de Medicina.
Para acessar as comunidades clique aqui ou aqui.

Calamidade pública

Não é de agora que a situação calamitosa da saúde do RN é destaque na mídia nacional. A situação caótica foi noticiada durante todo 2012. Há seis meses, O governo do Rio Grande do Norte decretou estado de calamidade pública na tentativa de resolver o caos na saúde.
No entanto, a vigência do decreto terminou no início de janeiro sem que os problemas de pessoal e abastecimento houvessem sido sanados.

Greve no RN chega aos 9 meses

No próximo dia 29 de janeiro a greve dos médicos completa 9 meses. Após diversas tentativas de negociação a categoria foi surpreendida no último dia 15 com uma nota oficial do governo anunciando, compulsoriamente, o reajuste para os médicos e corte do ponto para os grevistas.
Ainda assim, os médicos mantiveram o movimento grevista, visto que, haviam outras reivindicações. “Nossa luta não é somente e nem principalmente por questão salarial, é por condições de trabalho e, ao que parece, o governo não sabe ou não quer saber disso. Lutamos por dignidade no trabalho, os 12% a categoria sempre aceitou, mas não só isso”, lembra o presidente do Sinmed, Geraldo Ferreira.
Veja o vídeo denúncia: http://migre.me/cWHqd

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