Os partidos e as novas lutas sociais no Século XXI

A rede social substitui a direção de sindicatos e partidos na organização das mobilizações populares do século XXI e isso impõe a horizontalidade dos movimentos aos partidos  que foram criados parem serem do povo não há outra alternativa a aproximar-se e não tentar impor liderança (verticalidade e hierarquia), isso democratiza os levantes populares.

Os partidos populares se quiserem ter o povo ao seu lado terão que seguir o modelo das redes sociais, não há líderes e sim uma fraternidade de interesses, a repulsa pelas instituições tradicionais, desgastadas ao longo dos dois últimos séculos, faz com que haja um comum acordo de que precisa-se e há algo diferente. E há o perigo de que os movimentos tornem-se conduzidos pelo vazio da lógica neoliberal e possam ser atraídos por ideias conservadoras, como nacionalismos. 

A busca mais próxima desses movimentos é que os serviços públicos atuam para eles e que eles sejam ouvidos e esse distanciamento lembra partidos, parlamentos etc. 

"A relação de dependência mútua entre o Estado e os cidadãos tem sido cancelado unilateralmente. Aos cidadãos não se tem pedido a sua opinião, por isso houve manifestações nas ruas. Quebrou o pacto social não é surpreendente que as pessoas cada vez mais olhar de receio para os políticos" (Bauman).

A opinião de Bauman* é direcionada ao centro do capitalismo, agora vivendo sobre a fuga do estado social, que ele afirma ser incompatível com a "Modernidade Líquida":  (o Estado Social) "Se tratava de criar uma espécie de" seguro coletivo"para a população após a devastação causada pela guerra, e nisto estavam de acordo a direita e a esquerda. O que acontece é que o "Estado social" foi criado para um mundo sólido como o que tínhamos e é muito difícil  torná-lo viável neste mundo fluido, no qual qualquer instituição em que cremos tem seguramente os dias contados", lá trava-se uma luta pelo retorno de serviços sociais. Diferentemente, na América Latina, a Modernidade Líquida chega em um espaço onde o estado social, um retorno dentro do capitalismo, nem conseguiu satisfazer direitos básicos, o nosso caso requer uma construção política bem definida e que prestigie as massas que sempre conviveram com a exclusão.

Por isso que os partidos que foram institucionalizados para lutarem contra a exclusão precisam se adequar a esse novo modelo de luta para que haja uma teoria e uma prática definida, não podemos lutar somente por um modelo que foge sem nunca ter chegado.

*Zigmunt Bauman é um sociólogo polonês que vive na Inglaterra - Essa entrevista foi concedida ao jornal elmundo da Espanha: Confere aqui.

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