"Viver de Morte, morrer de vida"

No reino animal e vida e a morte se autorregulam normalmente, a não ser por um fator externo há desequilíbrios, sejam de própria origem natural (vulcões, terremotos, eras glaciais) ou Civilizacionais (destruição de ecossistemas, poluição de rios. Para o Homem em Civilização a morte ao invés de próprio da vida é um drama sob o qual se debruça.

Em Civilização os indivíduos se particularizam, constroem uma história própria, criam laços entre gerações e morrer é deixar para trás um todo que ele se integra, esperava ficar para ver e permanecer nessa interação. Entre a vida eterna e dizimar grupos inimigos a vida e a morte na civilização provocam diversos turbilhões de dúvidas e desafios para a biosfera, já que a civilização humana interfere no todo.

A Civilização, principalmente no século XX provocou inúmeros desastres, genocídios, com a técnica demonstrou forças suficientes de dizimarem cada vez mais, passou-se a haver uma preocupação com a preservação da vida e o desafio da compreensão se pôs na pauta do dia.

Por outro lado a tema de uma vida eterna amaterial transcende à realidade. Vida sem morte não seria vida e sim existência. Heráclito dizia: "Viver de Morte, morrer de vida", o sistema Pachamama, a vida na biosfera é um ciclo perfeito de morte e vida que na verdade é um mesmo ciclo.

"Viver de morte, morrer de vida". Eis uma proposição extravagante. No entanto, sabemos hoje que os seres vivos — nosso organismo, por exemplo — ao funcionar degradam sua energia, isto é, as moléculas de suas células. Estas morrem e são substituídas por outras. Dizendo de outra forma, nossa vida continua graças à morte celular, porque o organismo é dotado de um poder de regeneração contínua. Cada batimento do coração, cada movimento respiratório, é uma obra de regeneração. O oxigênio é um detoxificante". (MORIN)

Sem razão a morte não existiria como preocupação, vive-se enquanto vida houver já que morrer é apenas a continuação do ciclo, no entanto a civilização como dissemos gera ódios e se o outro é comparado como mera existência pode abrir caminhos  para os extermínios e o desvalor da vida. A Civilização precisa pelo mesmo uso da razão se preocupar com a preservação da vida e agora do todo vivo.

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