"Ganância é obstáculo na luta contra a fome", afirma Papa Francisco

Aos governos, Papa pede que políticas levem em connta o "sujeito real", aquele que realmente sofre com os efeitos da desnutrição; líder da Igreja Católica discursou na Segunda Conferência Internacional sobre Nutrição, em Roma.
Leda Letra, enviada especial da Rádio ONU a Roma.
Papa Francisco. Foto: FAO.














O líder da Igreja Católica foi recebido por uma centena de pessoas ao chegar à sede da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, esta quinta-feira.
O Papa Francisco era a personalidade mais esperada por representantes de mais de 170 países, que participam da Segunda Conferência Internacional sobre Nutrição em Roma, na Itália.
Obstáculos
Ao discursar, o Papa afirmou que "dói constatar que a luta contra a fome e a desnutrição tem como obstáculo a prioridade dos mercados e a preeminência da ganância, que reduziram os alimentos a uma mercadoria qualquer".
O Papa Francisco foi aplaudido ao chamar a atenção para "o faminto que está na esquina de uma rua, a pedir que seja considerado em sua condição e receba uma alimentação saudável". Segundo o Papa, o faminto "quer dignidade e não esmola".
Pressões Inaceitáveis
Na conferência internacional, os ministros assinaram um plano de ação para acabar com todas as formas da malnutrição. O líder da Igreja Católica fez um apelo aos governos, para que ao criar políticas, se preocupem com o "sujeito real", aquele que sofre de fome e de desnutrição.
Para o Papa Francisco, qualquer forma de pressão política ou econômica que prejudique a disponibilidade de alimentos é inaceitável. O pontífice terminou seu discurso dizendo que "Deus sempre perdoa as ofensas e os maus tratos, o homem pode perdoar ás vezes, mas a Mãe Terra não perdoa nunca". Por isso, o Papa Francisco pediu que todos cuidem bem do planeta e evitem a destruição de seus recursos naturais.

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