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segunda-feira, 24 de março de 2025

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John J. Mearsheimer e Sebastian Rosato discutem o papel da racionalidade nas decisões dos líderes globais

Examinando conflitos políticos e líderes mundiais, autores mostram como se deram os processos racionais (ou irracionais) por trás de grandes acontecimentos da história recente

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Para compreender a política mundial, é essencial entender como os Estados pensam e tomam decisões. Em Como os Estados pensam: a racionalidade da política externa, publicado pela Editora Unesp, John J. Mearsheimer e Sebastian Rosato investigam um dos pilares da teoria das relações internacionais: a suposição de que os Estados agem racionalmente. No entanto, se a racionalidade deveria guiar a política externa, por que tantas decisões parecem irracionais ou até mesmo desastrosas?

“Então, o que é “racionalidade” em política internacional Surpreendentemente, a literatura acadêmica não oferece uma boa definição. Para nós, racionalidade tem a ver com a compreensão do mundo – isto é, perceber como e por que ele funciona – para decidir como alcançar certos objetivos. Ela tem uma dimensão individual e coletiva. Líderes racionais são guiados pela teoria; eles são o homo theoreticus”, escrevem os autores, no prefácio.
 

Continuam: “Dispõem de teorias verossímeis – explicações lógicas baseadas em pressupostos realistas e apoiadas em evidências sólidas – a respeito do funcionamento do sistema internacional, e as utilizam para compreender sua situação e determinar a melhor maneira de lidar com ela. Estados racionais reúnem as opiniões de líderes importantes através de um processo deliberativo que é marcado por um debate vigoroso e irrestrito. Em suma: as decisões racionais em política internacional se baseiam em teorias verossímeis a respeito do funcionamento do mundo e resultam de um processo deliberativo de tomada de decisões.”
 

Os autores examinam como os processos decisórios dentro dos Estados são estruturados e até que ponto eles realmente seguem uma lógica racional. Para isso, apresentam um modelo teórico detalhado que define um Estado racional como aquele cujos líderes deliberam com base em cenários verossímeis, fundamentando suas ações em análises estratégicas coerentes. Quando falta teoria, reflexão ou um processo de tomada de decisão baseado em evidências, os Estados entram no campo da irracionalidade.
 

Ao longo da obra, Mearsheimer e Rosato argumentam que a maioria das decisões políticas segue um padrão de racionalidade, ainda que os resultados nem sempre sejam bem-sucedidos ou moralmente defensáveis. O livro desmonta a ideia de que erros políticos decorrem apenas da irracionalidade dos governantes, mostrando que muitas vezes são fruto de avaliações estratégicas que não se concretizam como esperado.


 

Sobre os autores
 

John J. Mearsheimer é R. Wendell Harrison Distinguished Service Professor do departamento de ciência política da Universidade de Chicago. É autor de, entre outros, Por que os líderes mentem e The Great Delusion: Liberal Dreams and International Realities.
 

Sebastian Rosato é professor de ciência política na Universidade de Notre Dame. É autor de Intentions in Great Power Politics: Uncertainty and the RootsofConflict.
 

Título: Como os Estados pensam: a racionalidade da política externa
Autores: John J. Mearsheimer, Sebastian Rosato
Tradução: Fernando Santos
Número de páginas: 245
Formato: 16 x 23 cm
Preço: R$ 74
ISBN: 978-65-5711-270-0

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